O escopo da delação envolve os anexos da delação, quem será delatado, uma prévia do que será dito e as circunstâncias dos fatos delatados. Os depoimentos em si, no entanto, ainda não foram obtidos.

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Investigação vai apurar mais de 70 depoimentos /Foto: Reprodução

A negociação entre a Odebrecht e a Lava Jato, em que as penas e os termos do que seria delatado foram debatidos intensamente, durou oito meses. O chefe da empreiteira, Marcelo Odebrecht, foi um dos últimos a fechar o acordo, pois teve a delação mais conturbada. Marcelo é investigado em diversas frentes da Lava Jato e queria ter uma pena muito reduzida.

O pai de Marcelo, Emílio Alves Odebrecht, presidente do Conselho de Administração da companhia desde 1998, também entrou no acordo. Ele prestará depoimentos, mas ainda não se sabe se como depoente ou delator, uma vez que até agora Emílio não era investigado.

Mais de 50 funcionários e executivos da empreiteira vão depor. Outros podem ser chamados a corroborar algum fato, o que pode elevar o número de colaboradores a cerca de 70 pessoas.

Próximos passos

Isso é um trabalho para meses pois apenas agora começam os depoimentos. Cada depoimento pode levar até 50 sessões de oitivas. A previsão é que os depoimentos sejam encerrados entre fevereiro e março.

Depois, a delaçã oda Odebrecht segue para a homologação. Isso deverá ser feito em parte pelo ministro Teori Zavascki, uma vez que envolve pessoas com foro privilegiado, e em parte pelo juiz Sergio Moro. Este terceiro momento não tem nem previsão de quando pode acontecer.

Após a homologação poderão ser solicitados os inquéritos referentes aos citados nos fatos narrados pela empreiteira.