
Policiais cumprem mandados de busca e apreensão na 24ª fase da Lava Jato, no início do mês/Foto: Marcos Bezerra/Futura Press
Com mais de mil contas a serem investigadas e o maior volume de dinheiro já bloqueado pelas autoridades locais, o Ministério Público da Suíça criou a maior operação anticorrupção de sua história e uma força-tarefa própria para investigar os crimes ligados à Operação Lava Jato.
E o resultado surpreende: o esquema de desvios na Petrobras já é o maior escândalo de corrupção identificado no sistema financeiro do país europeu, superando casos envolvendo ditadores de longa data e mesmo o recente episódio da Fifa.
País que registra os depósitos de um terço da fortuna mundial privada, a Suíça tem em seus bancos cerca de US$ 2,8 trilhões em ativos. Nos escritórios da Procuradoria em Lausanne e em Berna, o caso envolvendo a estatal brasileira vem ocupando um espaço considerável.
A complexidade das estruturas bancárias montadas para esconder o dinheiro elaborada por empresas e políticos brasileiros fez os suíços darem um tratamento inédito à investigação. Além de mais de cinco procuradores, a Lava Jato suíça vai contar com analistas forenses do mercado financeiros, especialistas em cooperação internacional, membros da polícia criminal e funcionários da administração federal.
