As eleições reservaram muitas surpresas para o Acre. O candidato Gladson Cameli (PP) venceu, em primeiro turno, Marcus Alexandre (PT) e encerrou um ciclo histórico de governos do Partido dos Trabalhadores. Além disso, o partido de Marcus Alexandre foi excluído do Senado, mesmo com candidaturas importantes como Jorge Viana e Ney Amorim.
O site Gazeta do Povo destacou isso e conversou com Márcio Bittar (MDB) para falar sobre o atual cenário político acreano e outros assuntos. O MDB segue como o maior partido do Brasil em número de filiados e terá a mais numerosa bancada do Senado, com 11 parlamentares.
“O blog A Protagonista conversou com novos integrantes da bancada federal do MDB para compreender o que esperar do partido. O ex-deputado federal Márcio Bittar voltará ao Congresso, agora na condição de senador – recebeu 185.066 votos no Acre e desbancou uma figura relevante na política nacional, o senador Jorge Viana (PT)”.

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Ao site, ele disse “não fazer ideia” de como será a postura da bancada do MDB. Também falou de si próprio: aderiu às propostas de Jair Bolsonaro (PSL), principalmente a dobradinha “liberal na economia, conservador nos costumes”. O senador eleito disse também que pretende defender bandeiras como a reforma trabalhista implantada durante o governo do correligionário e Presidente da República, Michel Temer. Márcio lamentou ver a atual reforma criticada por outro expoente do seu partido: “o Renan Calheiros tem aderido a propostas de esquerda”.
Márcio Bittar cita ainda a “Ponte para o futuro”, documento criado pelo MDB à época das negociações para o impeachment da ex-Presidente da República, Dilma Rousseff (PT), que acabou norteando a atual política econômica de Michel Temer. “Aquilo acenava claramente uma guinada do MDB mais à direita”, destacou.
