Apostas abertas
O deputado Major Rocha defende acordo com o PR de Antônia Lúcia apoiando Raimundo Vaz. Já Márcio Bittar defende aliança com o PMDB de Flaviano Melo, tendo Eliane Sinhasique como candidata a prefeita. Façam suas apostas.
De lados opostos
O certo é que o PSDB do Acre está, no mínimo, rachado ao meio. E nessas eleições, principalmente em Rio Branco, Rocha e Marcio deverão apoiar candidaturas diferentes.

Os tucanos Marcio Bittar e Major Rocha
Ninho destruído
É lamentável que um partido do tamanho do PSDB esteja, às vésperas de uma eleição, tipo barata tonta, com seus líderes se ‘engalfinahando’ e a militância de cara pra cima, sem saber o que fazer.
Frouxidão moral
Sobre Socorro Neri, a pergunta que fica é: ela mentia para agradar à oposição quando dizia que o PT faliu o Acre e o País, sendo esse um modelo para se deixar pra trás, ou… é frouxidão moral, daquelas em que a pessoa acreditava sim no que dizia, mas entrega seus valores por um cargo a mais?
Culpa compartilhada
Não dá pra responsabilizar um ator ou um único partido pela desarticulação das oposições. O PMDB de Vagner Sales, ao anunciar que em todo o Juruá quem manda é ele, não ajudou em nada.
Esfacelamento do PV
O Partido Verde em Sena Madureira está despedaçado. A pré-candidata Charlene Lima, que tem um dos nomes mais bem avaliados na região do Iaco, apartou a farinha com o deputado Nelson Sales após ele tanto insistir em formar uma chapa puro sangue para disputar a Prefeitura de Sena.
Nelson candidato
Charlene, que vinha conversando com lideranças do Partido dos Trabalhadores e Nilson Areal para formar sua chapa, anunciou que estava repensando sua pré-candidatura, e foi só o que Nelson Sales quis para alardear que agora o candidato do PV seria ele.
Reino ameaçado
A presidente do partido, Shirley Torres pode ter a presidência do Partido Verde arrancada de suas mãos nesta briga de foice que esfacela a sigla na região do Iaco. O deputado Nelson Sales quer defenestrá-la de seu reino verde.
Tomando as rédeas
Um aliado do deputado Nelson Sales disse à coluna que ele embarcou na madrugada desta segunda-feira (4) rumo a Brasília em busca de apoio para tomar as rédeas do PV no Acre. Isso acontecendo, deixaria o governo e arriscaria uma disputa pela Prefeitura de Sena.
Nem um pio
Por enquanto, manda-chuvas da Frente Popular, como Tião Viana, Carioca e Ermício Sena, permanecem calados. Não querem se indispor com Charlene, que é amiga de Tião Viana, e nem com Sales, que tem um mandato de deputado estadual e pode ser útil na Assembleia Legislativa.
Impressionante
O que ninguém entende em Sena é o fato de Nelson Sales ser governo e seus vereadores descerem a lenha no governo estadual em todas as sessões da Câmara Municipal. O deputado Raimundo Sales só não diz que o governo é santo.
Repescagem
Aproveitando as proliferações das chapas da oposição e o esfacelamento do Partido Verde, o prefeito Mano Rufino (PSB) está só juntando os cacos. Quem anda hoje pelas ruas de Sena Madureira percebe que a rejeição de Mano baixou e que o nome dele não é carta fora do baralho nas eleições deste ano.
Sai ganhando
Mano é o tipo do político que não briga com ninguém. É o famoso come-quieto. Nessa briga entre Nelson Sales e Charlene Lima, ele vai sair ganhando.
Dados reais
Por falar em números, os resultados apresentados através do relatório de violência letal contra as crianças e adolescentes divulgado ontem (4) mostram aquilo que somente o governo não vê. A violência aumentou. O número de homicídios entre crianças e adolescentes no Acre é assustador. Subiu 21, 2% entre 2012 e 2013. Em dez anos esse crescimento é de 81,3%. Já pensou quando os dados de 2015 e 2016 forem analisados?
A capital do medo
Rio Branco registrou a menor taxa de mortalidade nessa faixa em 2011, com oito mortes, mas voltou ao índice médio em 2013, com 19 mortes por ano. O aumento fez a capital migrar do 23º em 2003 para 24º em 2013. Os resultados têm a assinatura de técnicos da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).
Assistindo de camarote
O vereador Raimundo Vaz (PRP) tem razão de cobrar da Câmara Municipal uma ação mais presente no debate sobre o possível desabastecimento do Rio Acre. Afinal de contas, esse é um problema de Rio Branco. Além disso, a Mesa Diretora gastou tubos de dinheiro com passagens, diárias e hospedagens na formulação de um estudo sobre o Rio Acre, que ficou apenas no papel.
Protagonismo e ilusão de ótica
Aliás, tudo que se pensou até aqui sobre o Rio Acre não passou de protagonismo e ilusão de ótica. Quem lembra do divulgado Programa Estadual de Conservação e Preservação de Nascentes e Matas Ciliares, inserido no Plano de Recursos Hídricos do estado?
Para inglês ver
Fora as mudas plantadas às margens do Iquiry, que serviu de cenário para as poses de Tião Viana e seu irmão, o senador Jorge Viana, nada saiu do papel. Na época falava-se na firme disposição da Frente Popular continuar avançando rumo à sustentabilidade. Mídia milionária e sustentabilidade zero.
Rio Branco sitiada
A vereadora Lene Petecão (PSD) ficou aborrecida ao receber uma negativa da Secretaria de Segurança Pública para a implantação de um posto policial no Loteamento Santo Afonso. Ela afirmou que o mesmo estado que nega segurança à sua população envia 250 homens para o Rio de Janeiro, “deixando a cidade sitiada”, tascou.
Petista responde
Quem respondeu à crítica de Lene foi a vereadora Rose Costa, afirmando que o efetivo disponibilizado pelo governador Tião Viana não é para o estado do Rio de Janeiro, mas “para o evento Olimpíadas”.
Cinema grego
Pode-se afirmar que o Acre vive como a nova safra de filmes de violência do cinema grego, ou seja, o choque dá-se pelo realismo, pelos gestos diretos e gélidos dos personagens. No nosso caso, leia-se dos operadores de segurança pública do estado.
Pagando caro
Bocalom se isolou por conta própria, não pode culpar seus ex-novos parceiros. Ele dividiu as oposições em 2006 e em 2014, como também descumpriu acordos.
Passou selado
Se tivesse saído para federal em 2014, teria uma votação extraordinária e seria unanimidade pra prefeito de Rio Branco em 2016
Um passo atrás
Se Bocalom tivesse humildade de reconhecer que seu momento para majoritária passou, prepararia seu partido pra eleger o prefeito de Acrelândia e influenciar diretamente Plácido de Castro. Poderia eleger vereadores aqui e acolá, construir para a unidade, preparando sua volta em 2018.
A responsabilidade é só dele
Se Bocalom está passando por um momento delicado na política, sendo inclusive desconvidado pelo PR e PSDB, como diz, precisa reconhecer que o maior responsável por viver esse momento é ele próprio.
Dai a César o que é de César
Quem está muito feliz e satisfeito com a indicação da ex-tucana é César Messias. Os votos angariados pelo deputado federal junto a seus aliados do PSB foram o ponto decisivo das últimas eleições de governo. Aos ganhadores, os louros da vitória.
Quem não chora não mama
Os nanicos que tanto espernearam quando a escolha foi supostamente levantada nos bastidores da política, agora parecem ter engolido que nem mingau a decisão.
Papai Tião
Aos insatisfeitos, bastou uma conversa nos gabinetes na Casa Rosada, pra fazer nascer o sorriso de um ponta a outra da cara. Não sobrou mamadeira pra calar tanto choro.
Nem tudo tão zen
De acordo com o depoimento de uma liderança política fortemente ligada ao escalão de elite da FPA, boa parte dos correligionários está insatisfeito com a escolha de Neri. A preferência de boa parte do PT, assim como dos nanicos, era que o deputado estadual Daniel Zen formasse a chapa com Marcus Alexandre.
Diga-me com quem andas
A fonte ainda informou que o problema mesmo é que Zen não se agrada de algumas lideranças religiosas de extrema confiança de Marcus Alexandre. “O santo não bate.”
Prisão Invisível
Com a chapa que vai concorrer à Prefeitura pela FPA definida, está praticamente descartado o cenário onde Marcus Alexandre disputaria as eleições para governador em 2018.
Sem sentido
É improvável imaginar que o PT apoie que Marcus deixe a Prefeitura nas mãos de Neri, que só lembrando é ex-tucana, para pleitear o cargo de governador em 2018.

Rosana Nascimento, presidente do Sinteac
