Levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (19) mostra as ex-ministras do governo Lula, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), na liderança da corrida eleitoral para o Senado por São Paulo. No pleito de outubro deste ano, o eleitorado paulista, a exemplo dos demais estados da federação, elegerá dois representantes para a Casa.
A pesquisa testou dois cenários estimulados para aferir o comportamento do eleitorado diante das articulações de bastidores na montagem das chapas majoritárias. A disputa envolve diretamente a definição do segundo nome ao Senado na coalizão de apoio ao pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Enquanto a presença de Marina Silva na chapa é considerada certa, Simone Tebet e o ex-governador Márcio França, ambos filiados ao PSB, disputam internamente a indicação para a outra vaga.
No primeiro panorama simulado, com a inclusão de Simone Tebet, Marina Silva aparece numericamente na vanguarda, seguida de perto pela correligionária de chapa. O deputado federal Guilherme Derrite (PP) desponta como o principal nome do campo de oposição.
| Candidato (Cenário 1) | Intenção de Voto (%) |
| Marina Silva (Rede) | 35,1% |
| Simone Tebet (PSB) | 32,4% |
| Guilherme Derrite (PP) | 26,7% |
| Ricardo Salles (Novo) | 17,1% |
| André do Prado (PL) | 13,9% |
| Paulinho da Força (Solidariedade) | 13,4% |
| Nenhum / Branco / Nulo | 12,4% |
| Não sabe / Não opinou | 6,8% |
Na comparação com a amostragem anterior, realizada em maio, o atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), registrou ascensão ao passar de 11,3% para 13,9%. O movimento sinaliza que a pré-candidatura do deputado estadual não foi afetada pela recente condenação de seu primeiro suplente na chapa, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por coação no curso do processo no âmbito das investigações sobre a trama golpista.
No mesmo período, Derrite oscilou de 25,1% para 26,7%. Apresentaram flutuações negativas, dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais, os candidatos Marina Silva (de 36,6% para 35,1%), Tebet (de 34,3% para 32,4%), Ricardo Salles (de 18,7% para 17,1%) e Paulinho da Força (de 13,6% para 13,4%).
No segundo quadro simulado pelo instituto, onde Márcio França assume o posto de pré-candidato do PSB, Marina Silva sustenta a liderança isolada das intenções de voto. A composição do bloco intermediário, contudo, apresenta maior equilíbrio técnico.
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Marina Silva (Rede): 35,9%
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Márcio França (PSB): 26,4%
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Guilherme Derrite (PP): 25,4%
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Ricardo Salles (Novo): 17,1%
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André do Prado (PL): 14,6%
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Paulinho da Força (Solidariedade): 14,6%
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Nenhum / Branco / Nulo: 13,1%
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Não sabe / Não opinou: 6,5%
Neste cenário específico, o crescimento de André do Prado em relação a maio foi mais acentuado, saltando de 11,8% para 14,6%. Guilherme Derrite também registrou variação positiva, passando de 25,8% para 26,4%.
O Paraná Pesquisas também mapeou o índice de rejeição dos concorrentes, permitindo que os entrevistados mencionassem mais de um nome. Embora lidere as intenções de voto em ambas as simulações, Marina Silva também encabeça a lista de candidatos em quem os eleitores paulistas não votariam de forma alguma.
Indicadores de Rejeição Eleitoral
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Marina Silva (Rede): 28,6%
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Paulinho da Força (Solidariedade): 21,7%
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Simone Tebet (PSB): 18,9%
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Guilherme Derrite (PP): 14,1%
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Ricardo Salles (Novo): 13,1%
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Márcio França (PSB): 12,5%
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André do Prado (PL): 11,6%
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Não sabe / Não opinou: 16,4%
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Poderia votar em todos: 9,0%
A pesquisa quantitativa realizou 1.600 entrevistas presenciais com eleitores de 80 municípios do estado de São Paulo, entre os dias 16 e 18 de junho. O nível de confiança estipulado é de 95%. O levantamento atende às exigências da legislação eleitoral vigente e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de protocolo SP-02706/2026.

