06/09/2026

Mendonça libera caso que envolve mensagens entre Vorcaro e Moraes para julgamento

Processo que trata de relatório da PF com conversas agora está pronto para análise do Plenário

Por Redação ContilNet
Decisão de Mendonça ocorre em meio ao embate envolvendo o ministro e PGR. — Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo (6) para julgamento pelo Plenário o processo que envolve um relatório da Polícia Federal com mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

De acordo com o Metrópoles, com a decisão, o caso está pronto para ser analisado pelos demais ministros da Corte. A definição da data do julgamento, no entanto, cabe ao presidente do STF, Edson Fachin.

O material veio à tona após Mendonça retirar o sigilo de parte dos documentos relacionados à investigação. Entre as mensagens está uma enviada por Vorcaro a Moraes em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de o banqueiro ser preso. Na conversa, Vorcaro cita um magistrado da Justiça Federal e pergunta ao ministro: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”

Segundo a Polícia Federal, dados extraídos do celular de Vorcaro indicaram que ele teria tomado conhecimento de uma ordem de prisão preventiva com antecedência significativa. A primeira prisão havia sido determinada pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal em 17 de novembro de 2025.

PGR questionou investigação

A decisão de Mendonça ocorre em meio ao embate envolvendo o ministro e a Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral Paulo Gonet pediu a nulidade da investigação determinada por Mendonça sobre uma suposta rede de influência mantida por Vorcaro.

Para Gonet, Mendonça não poderia ter determinado o aprofundamento das apurações envolvendo Moraes sem autorização do Plenário do STF. O procurador argumentou que ministros da Corte só podem ser investigados mediante autorização dos próprios integrantes do tribunal.

Segundo o PGR, Mendonça já tinha conhecimento de que o nome de Moraes aparecia no material quando determinou que a Polícia Federal aprofundasse a análise.

Gonet também afirmou que a ordem para a PF investigar pessoas específicas, sem provocação do Ministério Público ou iniciativa da própria autoridade policial, ultrapassaria os limites de atuação do magistrado durante a fase pré-processual.

No parecer, o procurador sustentou que, caso fossem encontrados indícios de possível crime envolvendo Moraes, o material deveria ser encaminhado ao presidente do STF para que o Plenário decidisse sobre a abertura ou não de uma investigação.

O julgamento agora depende de Fachin, que deverá definir quando o caso será incluído na pauta do Supremo.

Conteúdo Original / Fonte: Metrópoles

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