Na Expoacre Juruá, Bittar diz que está otimista para a vitória para o Senado

Bittar destacou que há décadas busca um equilíbrio

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 03/07/2026 às 21:58
Bittar que está otimista/Foto: Orna Audiovisual

O senador e pré-candidato à reeleição ao Senado Federal, Marcio Bittar, em visita à Expoacre Juruá nesta sexta-feira (3), falou ao ContilNet sobre a expectativa para a campanha eleitoral de 2026.

“Eu estou otimista. Eu tenho décadas que eu venho dizendo que não pode ter nem tanto o céu, nem tanto o mar nessa questão da Amazônia. Você nem pode acabar com tudo, mas também não pode prender tudo. Quer dizer, não é devagastar, mas também não é segregar o ser humano. Então, os exageros são muito ruins. Nós temos que achar um meio-termo. Nós não podemos continuar sem poder fazer nossas estradas, nossas pontes. Na Amazônia, por exemplo, você não pode fazer a Ferrogrão, não pode asfaltar a BR-319, não pode tirar potássio, não pode tirar petróleo. Dessa forma você gera uma pobreza que se eterniza”, disse.

Bittar destacou que há décadas busca um equilíbrio em questões econômicas que envolvem o meio ambiente, criticou a atuação das ONGs no Acre e defendeu a criação da estrada que liga Cruzeiro do Sul a Pucallpa, no Peru.

“Nós não podemos deixar Thaumaturgo a vida inteira isolado. São 95% do território em reserva, e ONGs que atuam aqui, recebendo dinheiro de fora, atuam para nos permanecer isolados. Nós temos que fazer a estrada de Thaumaturgo a Porto Walter, de Porto Walter a Cruzeiro do Sul. A necessidade de continuar a BR-364, de Cruzeiro a Pucallpa, não é uma questão de capricho, é uma questão de dar oportunidade a toda essa região, desde Feijó para cá, de produzir coisas e ter para quem vender”, disse.

“A China tem 1 bilhão e meio de pessoas. Ninguém está mais perto da China do que nós. Por exemplo, peixe, a China é uma importadora de pescado, nós podemos fazer isso para lá, nós estamos perto, isso aí nos favorece. Então os 200 quilômetros que nos separam de Pucallpa, nós temos que fazê-lo, não é porque quer ir só passear, tudo bem, quem quiser ir passear também vai, mas ela vai viabilizar atividade econômica, vai gerar emprego”, ressaltou.

O senador destacou, ainda, que a geração de empregos seria uma oportunidade para os jovens. “Milhares de jovens hoje estão sem ocupação, muitos acabam indo por caminhos ruins, mas também tem uma culpa do Estado, porque o jovem bate numa porta, ela está fechada, outra porta fecha e de repente a única porta que abre é o mundo do crime e alguns acabam cedendo a isso. Isso é um flagelo e você combate isso também com a atividade econômica, oferecendo alternativa”, destacou.

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