06/09/2026

Nikolas Ferreira lança vídeo sobre Lulinha enquanto enfrenta desgaste por áudios vazados

Deputado mineiro publicou primeiro episódio nas redes sociais sobre apurações da Polícia Federal

Por Redação ContilNet
Divulgação ocorre em meio a cobranças de oposição por apuração de áudios atribuídos a Nikolas/ Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou na noite deste domingo (6) o primeiro episódio de uma série em vídeo dedicada a explorar as investigações da Polícia Federal (PF) envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O projeto, produzido pela equipe do parlamentar e divulgado em suas redes sociais, terá sete capítulos.

Com o título “O Ronaldinho dos negócios”, o vídeo de estreia afirma que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reside em um condomínio de luxo na Espanha enquanto é alvo de três inquéritos na PF. No material, Nikolas aborda a trajetória profissional do empresário e ressuscita o arquivamento das apurações da Operação Lava Jato contra ele em 2022, decorrente da anulação de provas e do reconhecimento da suspeição do então juiz Sergio Moro.

“O que houve foi a não utilização de provas e o arquivamento”, afirmou o deputado no vídeo, acrescentando que os próximos episódios citarão “outros personagens” ligados aos casos.

A divulgação da série ocorre em meio a reações de adversários políticos, que acionaram a Justiça Eleitoral contra o parlamentar após o anúncio da publicação. Em nota de sua assessoria divulgada no sábado (5), Nikolas declarou que a reação ocorreu em razão da expectativa pelo conteúdo.

A publicação do material também coincide com a repercussão de áudios atribuídos ao deputado solicitando recursos a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e investigado no âmbito de fraudes no sistema financeiro. O episódio levou parlamentares de oposição a pedir abertura de investigação e o cassação do mandato do congressista.

Em relação a Fábio Luís, a Polícia Federal pediu recentemente ao Supremo Tribunal Federal (STF) a instauração do terceiro inquérito sobre sua conduta. Em 30 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a apuração para verificar se houve tráfico de influência e corrupção passiva no Ministério da Saúde em favor do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado no caso do INSS.

A apuração também mira a suposta intermediação na compra sem licitação de medicamentos à base de canabidiol pela pasta federal, em negociação estimada em até R$ 626 milhões. A proposta constava em minuta de contrato enviada pela empresária Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete da Presidência da República.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que o empresário é vítima de perseguição política em razão de seu parentesco com o presidente da República.

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