Pimenta: “Alan deu aula de bom senso ao não colocar vice-candidatura como cavalo de batalha”

Por Marina, ContilNet 29/08/2017 às 18:10

 

Bom senso

Deputado federal Alan Rick (DEM) deu uma oportuna demonstração de bom senso ao afirmar, com palavras diferentes, que não fará de sua pretensa indicação a vice na chapa de Gladson Cameli (PP) um cavalo de batalha.

Tino

O discernimento de Alan serve de exemplo àquelas pessoas cujas declarações públicas depõem contra o esforço dos líderes da oposição em unificar a aliança para as eleições de 2018. Parodiando o velho ditado, não basta estar unido: há que passar ao eleitor a mensagem de que essa união é pra valer.

Alan Rick defendeu que o projeto deve ser respeita e que o melhor nome represente a chapa /Foto: ContilNet

Passando batido

E enquanto se antecipa uma discussão inócua para o momento, perde-se a oportunidade de tirar proveito do dilema petista que consiste em retardar o anúncio do seu pré-candidato ao governo.

Desmistificação

A potoca segundo a qual a existência de quatro nomes da Frente Popular a disputarem a primazia de concorrer à sucessão de Tião Viana decorre do senso de democracia dos companheiros necessita ser desconstruída com veemência.

Queda de braço

O fato é que os irmãos Viana medem forças dentro do governo – um deles a insistir no nome de Marcus Alexandre, o outro a resistir à intromissão. A questão por lá é estabelecer quem manda e quem deve obedecer.

Acintoso

Um detalhe importante: indicar o secretário de Segurança Pública do Estado como pré-candidato ao governo é uma grave provocação em tempos de violência galopante e incontroláveis ações de facções criminosas. Eis outro acinte do governador petista a necessitar de esclarecimento público.

Imprudência como risco

Questões como essas é que carecem de exposição, ao invés de se recorrer à imprensa para abordar assuntos concernentes aos acordos intrapartidários. A imprudência de poucos põe em risco as oportunidades dos demais.

Cartilha política

Além do mais, não se tira candidato a vice da cartola. Trata-se de alguém que precisa gozar da inteira confiança do candidato majoritário, além de outros requisitos essenciais.

Questão de lógica

Ao que parece, o mais importante tem sido ignorado pela inépcia dos arengueiros: uma aliança coesa e um palanque bem montado aumentam as chances de eleição dos candidatos proporcionais. Quem não consegue enxergar o óbvio deveria escolher outra atividade à qual se dedicar.

Proativo

O deputado federal Moisés Diniz (PCdoB) tem se mostrado um parlamentar ativo. E sua atuação em Brasília revela que os assuntos aos quais se dedica são de grande relevância para o Acre.

Deputado federal Moisés Diniz /Foto: Reprodução

Diferença

Tendo assumido a vaga de Sibá Machado (PT), Moisés comprova o acerto da mudança operada no âmbito da FPA. Enquanto este leva a sério a função de representar os interesses do eleitor acreano, aquele nos envergonhava com seu histrionismo circense.

Nem o Tiririca

Sibá ficou estigmatizado graças aos seus delírios persecutórios, que consistiam em atribuir à CIA todos os pecados cometidos pelos companheiros de partido. Nem o palhaço Tiririca poderia ter sido mais cômico.

Falta paciência

A antecipação do debate político por parte da oposição, no que se refere à escolha do vice na chapa de Gladson, é um erro amador. Os interessados na indicação precisam aprender que resiliência é uma grande virtude em política.

Blecautes

Rio Branco voltou a sofrer com a falta de energia elétrica na tarde desta terça-feira (29). Já em Cruzeiro do Sul, os clientes das empresas de telefonia e internet ficaram mais uma vez sem acesso aos serviços.

Haja paciência!

Em resumo, o Acre dos “grandes avanços” propalados pela mídia governamental não dispõe, sequer, do mínimo necessário para avalizar o discurso oficial. Resta-nos suportar as muitas patacoadas do governo.

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