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A presidente da República, Dilma Rousseff, chegou em São Paulo para ir ao velório do filho do governador Geraldo Alckmin. Dilma estava acompanhada dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Joaquim Levy (Fazenda) e Edinho Silva (Comunicação), que também vieram dar os pêsames ao governador de São Paulo. O vice-presidente da República, Michel Temer, já esteve no hospital onde a família do governador recebe amigos, políticos e parentes. Mais cedo, a presidente tinha emitido uma nota oficial lamentando a morte de Thomaz Rodrigues Alckmin. “Presto, neste momento de dor e consternação, minha solidariedade e sentidos pêsames aos pais, familiares e amigos das vítimas”, disse Dilma no texto.

No velório, que acontece no hospital Albert Einstein, que fica próximo ao Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul de São Paulo, foi celebrada um missa de corpo presente rezada pelo bispo de Santo Amaro, Dom Fernando Figueiredo. Além das cerimônias católicas, estiveram presentes representantes da Federação Israelita e o bispo Edir Macedo, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus. O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, ainda é esperado no local.
O senador José Serra (PSDB) esteve entre os amigos e políticos que passaram pelo local para prestar condolências à família Alckmin. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Mathias Coltro, também visitaram o local. Entre os políticos, estiveram presentes o ex-governador paulista Claudio Lembo (DEM), o deputado federal Ivan Valente (Psol), o secretário municipal de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy (PT), além de deputados estaduais e secretários estaduais.
Mais cedo, o vice-governador Marcio França afirmou que “o governador Geraldo Alckmin e dona Lu também são muito religiosos e isso tem ajudado bastante. Ele está firme, dentro do que é possível nessas circunstâncias. Ele tem muita fé é muito cristão. Nesse momento não tem muitas palavras que possam confortar, mas espero que eles possam suportar essa dor”. França relatou que o governo ainda não recebeu informações sobre possíveis causas para o acidente aéreo. “O Thomaz era uma pessoa muito especial. Não é normal nessas circunstâncias as pessoas terem de enterrar o filho, uma pessoa tão jovem, com tanta coisa na vida”. Segundo França, a primeira-dama já não estava na sala de velório quando ele deixou o hospital.
Don Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, rezou uma prece com os familiares do governador. Também já deixou o velório o diretor-presidente do Hospital Albert Einstein, Claudio Lottemberg. Passaram na madrugada os irmãos Fábio Feldman e Walter Feldman, que foram colaboradores de gestões tucanas. Segundo o ex-deputado Walter Feldman, atual secretário-geral da CBF, os familiares relataram que Thomaz era um piloto cauteloso. “Ele tinha receios e cuidados, se recusava a voar se sentisse riscos e fazia parada. Ele quis ir nesse voo de teste porque era amigo do piloto [Carlos Isquerdo]”. Feldman disse que esteve com o empresário José Serepieri Júnior, dono do helicóptero, mas que ele ainda apura a causa do acidente. Há suspeita, não confirmada, de que uma das hélices tenha se soltado.
O empresário e apresentador de TV João Dória Jr. se disse surpreso com o acidente. Ele relatou que ficou consternado porque já havia realizado voos ao lado de Thomaz Alckmin, além de ter também usado o helicóptero acidentado. “Era uma aeronave moderna e muito segura. Já voei nela com o piloto que estava no comando e também já voei com o Thomaz”. “O governador está muito abatido, mas firme, assim como a dona Lu. Mas há que se ter força e altivez. O cardeal ajudou bastante a confortar. A oração foi um momento para estabilizar, de paz e serenidade”. Segundo ele, a filha mais velha de Thomaz, Isabela, chega ao país com a mãe por volta das 17 horas, em voo vindo da Noruega. Elas vão do Aeroporto de Guarulhos (SP) direto para o enterro em Pindamonhangaba.
Chegaram por volta das 8 horas o secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita (PMDB), amigo da família Alckmin, acompanhado do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini. Eles vieram no mesmo carro.
Thomaz Rodrigues Alckmin tinha 31 anos, era o filho mais novo do governador, e trabalhava como piloto profissional. As causas do acidente de helicóptero que matou anesta quinta-feira cinco pessoas ainda não foram esclarecidas.
