Protesto de caminhoneiros é contra Dilma, diz líder

Por Wania Pinheiro, ContilNet 09/11/2015 às 14:37

Caminhoneiros bloqueiam rodovias em ao menos 12 Estados nesta segunda-feira (9) e pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff, segundo o Comando Nacional do Transporte (CNT), que convocou o movimento por meio das redes sociais.

O CNT é crítico ao governo e pede o afastamento da presidente. “Somos apartidários e sem cunho político. Nós lutamos pela salvação do país, e isso só será feito a partir da deposição da Dilma, seja por renúncia ou por impeachment”, disse Fábio Roque, um dos líderes do movimento no Rio Grande do Sul, à Agência Brasil.

De acordo com o movimento, há manifestações em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
Sindicatos dizem que não apoiam protesto

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), ligada à CUT, afirma que a greve é uma “manobra de um ‘grupo’ que tenta usar os caminhoneiros em prol de interesses políticos, que nada têm a ver com a pauta de reivindicações da categoria”.

Segundo nota divulgada pela entidade e assinada pelo presidente, Paulo João Eutasia, “esse ‘grupo’ que se autointitula ‘comando’, não representa os caminhoneiros brasileiros e tem por objetivo atrapalhar os avanços conquistados no diálogo permanente com o governo federal em favor dos trabalhadores”.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) também se posicionou contra as paralisações: “Ao consultar a sua base de representação, a CNTA e as entidades que a compõe, federações e sindicatos, optam pela defesa dos interesses dos caminhoneiros, por meio do diálogo e negociação com o governo federal e setor privado”, disse, em nota, o presidente da CNTA, Diumar Bueno.

“Antes de qualquer pessoa se intitular uma liderança e promover uma paralisação nacional é preciso partir da premissa que uma crítica deve vir acompanhada de uma sugestão”, afirma a CNTA, na nota. “Gritos de ordem incitando protestos podem conseguir apoio e simpatia, mas sem propostas concretas de nada adiantam”.

Fábio Roque rebateu as críticas das entidades. “A crítica que eles fazem ao nosso movimento é a prova de que eles estão do lado do governo e, por isso, não têm credibilidade com a classe”.

Outras entidades ligadas aos caminhoneiros, como a União Nacional dos Caminhoneiros, a Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga em Geral do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Bens do Estado de São Paulo, também disseram que não apoiam as paralisações desta segunda-feira.

Conteúdo Original / Fonte: Uol

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