Quaest: Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

Pela primeira vez desde março, a disputa entre os dois deixa de apresentar empate técnico

Por Suene Almeida, ContilNet 10/06/2026 às 07:23
A pesquisa realizada nos dias 16 e 17 de junho, ouviu 1.600 pessoas em diferentes regiões do Acre | Foto: Reprodução

Um novo levantamento divulgado nesta quarta-feira (10) pelo instituto Quaest indica uma mudança no cenário da corrida presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44% das intenções de voto em um possível segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 38%.

Os números mostram que, pela primeira vez desde março, a disputa entre os dois deixa de apresentar empate técnico, com Lula abrindo uma vantagem de seis pontos percentuais.

A mudança foi influenciada principalmente pelo eleitorado que não se identifica com a direita ou a esquerda. Nesse grupo, Lula avançou de 29% para 37% em relação ao levantamento anterior, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 24%. Cerca de 30% desses eleitores afirmaram que não escolheriam nenhum dos dois em um eventual segundo turno.

Nas pesquisas anteriores, o cenário era mais equilibrado. Em maio, Lula tinha 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 41%. Em abril, o senador chegou a aparecer numericamente à frente, com 42%, contra 40% do presidente. Já em março, ambos registravam 41%.

Apesar da vantagem atual de Lula, a disputa continua mais apertada do que no início da série histórica da pesquisa, iniciada em agosto de 2025. Naquele período, o presidente tinha uma diferença de 16 pontos sobre o adversário. Essa distância diminuiu ao longo dos meses, especialmente após Flávio Bolsonaro confirmar sua candidatura no fim de 2025.

O levantamento de junho também foi o primeiro a medir o impacto de acontecimentos recentes, como a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de medidas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos relacionadas a produtos brasileiros e ao combate a facções criminosas.

A pesquisa ainda aponta uma melhora na avaliação do governo federal, associada a medidas econômicas apresentadas nos últimos meses, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o novo programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas das famílias brasileiras.

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