Maria Lucila dos Santos, conhecida como Tila, chegou ao Ramal do Feijão Insosso por volta de 2019, quando o caminho ainda era um varadouro. Aos 59 anos, ela continua indo até a propriedade, onde cria peixes e cultiva café, mas agora encontra uma estrada em recuperação pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre). A melhoria dos ramais é uma das frentes de trabalho destacadas pela governadora Mailza Assis para atender quem vive e trabalha na zona rural.

“Quando a gente olha para uma história como a da Tila, entende o quanto um ramal em boas condições faz diferença. Ela chegou quando aqui ainda era um varadouro e hoje tem uma propriedade onde produz e trabalha com a família. Melhorar esse acesso é ajudar para que esse trabalho continue”, afirma Mailza.
Tila prepara o café enquanto conta como foi parar ali. Natural da Aldeia Puyanawa, chegou a Mâncio Lima aos 13 anos para trabalhar. Foi no comércio que construiu sua vida. Depois de muitos anos na cidade, resolveu se aproximar do campo.

Quando chegou ao Feijão Insosso, encontrou uma picada. Era difícil chegar, mas ela decidiu ficar. Começou a cuidar da terra e, com o tempo, vieram os tanques de peixe e o café. Os três filhos também têm áreas próximas, e uma das filhas trabalha com cafeicultura.
Hoje, o caminho que Tila conheceu no começo está sendo recuperado pelo Deracre. Para ela, a diferença aparece na própria rotina. Chegar até a propriedade fica mais fácil, assim como levar o que precisa para trabalhar e retirar o que é produzido.
“Eu acho que o trabalho do Deracre está ficando muito bom. A gente já consegue chegar melhor, e para quem trabalha aqui isso faz muita diferença. Quando eu chego aqui, parece que estou em outro mundo. Esqueço tudo. Venho no meu carro, fico a tarde toda e vou trabalhando. Não venho só para ficar parada, gosto de colocar a mão na massa”, conta Tila.
Ela continua dividindo o tempo entre o comércio, em Mâncio Lima, e a propriedade. Quando vai para o Feijão Insosso, passa a tarde por ali, acompanha os peixes, o café e o que estiver precisando de atenção. O lugar mudou desde que Tila chegou. O caminho também. E ela continua vindo.
