A Rede Sustentabilidade (Rede), anunciada como a representante de uma “nova política”, está sendo acusada por militantes do próprio partido de ser gerida sob práticas de uma “velha política”. Segundo matéria publicada no site UOL na segunda-feira (5), problemas enfrentados pela legenda, como a saída de nomes de peso e o fraco desempenho nas eleições municipais de outubro (o partido elegeu apenas sete prefeitos, sendo apenas um em capital), decorrem da concentração de poder exercida pelo grupo que comanda o partido, sob a orientação da ex-senadora Marina Silva.

Marina prestou apoio condicional a Carlos Gomes, na disputa pela prefeitura de Rio Branco em 2016 /Foto: ContilNet
O porta-voz estadual da Rede, Carlos Gomes, explicou que a Rede é um partido extremamente democrático e existe liberdade das pessoas entrarem e saírem para tomarem suas decisões de acordo com suas convicções: “A Marina é uma grande referência nossa, é uma das nossas dirigentes com as quais temos aprendido e dialogado muito, não há essa ingerência de que tudo se concentra na figura da Marina. Se assim fosse, um exemplo básico que contradiz essa versão é que na época do impedimento da Dilma, e o julgamento tanto no senado quanto na Câmara, a bancada foi liberada para votar de acordo com suas convicções. Mesmo a posição majoritária do partido, que foi construída em reunião nacional, também era a posição da Marina era pela admissibilidade do impedimento, mas temos vários exemplos de deputados e senadores que votaram contra”, explicou Gomes.
Carlos destacou ainda que o partido respeita a opinião e posição de políticos que decidiram sair do partido: “Nós temos muito respeito pelas pessoas que saíram, a última foi a Neide Santos, uma pessoa muito querida, ela teve divergências no Estado dela e talvez não soube lidar com isso e preferiu sair. A gente segue, a Rede é uma experiência nova e ousada, mas extremamente democrática e respeita muito quem deu sua contribuição e saiu. A gente está seguindo nossa caminhada tentando outras formas de fazer política, que não a tradicional e a velha política dos jogos de interesses”, finalizou.
