Já passavam das 18:30h de quinta-feira (11), em uma sessão extra, realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), quando os deputados estaduais Wherles Rocha (PSDB) e Moisés Diniz (PCdoB) protagonizam um bate-boca acalorado, que talvez seja o último enfrentamento de parlamentares da atual legislatura.
Com recesso parlamentar marcado para começar na quinta-feira (18), os deputados bateram boca a respeito da suposta falta de qualidade da atual legislatura, sobre desmandos do governo e sobre a qualidade parlamentar.
O líder do PSDB na Casa, Wherles Rocha, acusou os deputados da base de subserviência e falta de compromisso com a população. O comunista Moisés Diniz relembrou o tempo de líder do governo, acusou Rocha de ser leviano em suas acusações e disse que não aceitará lições de moral do tucano. “Não me venha aqui, querer passar lição de moral em todos nós”, disse, rebatendo o tucano.
A discussão teve início quando o deputado Rocha discursou a respeito dos vetos em todos os projetos dele que estavam postos para votação. O tucano acusou os deputados da base de não entenderem sobre constitucionalidade e de não trabalharem para a população.
“Esta legislatura encerra os trabalhos como sendo uma das piores legislaturas existentes, sem compromisso com a população. Por uma questão de birra, fizeram questão de votar contra os projetos apresentados por mim; creio que esta Casa tem a obrigação de trabalhar pela população e não, de ser subserviente ao governo. É difícil discutir constitucionalidade com quem não entende do assunto. Esta foi uma legislatura fraca e entrará para a história como um casa subserviente e sem compromisso com a população”, afirmou, sem citar nomes.
Ofendido com a generalização do discurso, Moisés Diniz afirmou que Rocha apresentou projetos descabidos e que faltou entender sobre lei. “Se o senhor apresentar projetos como estes, lá em Brasilia, para onde o senhor vai, irá passar por uma ridicularizarão”, afirmou.
Antes mesmo do embate, o deputado Wherles Rocha já havia discursado contra o fato do Executivo mandar projetos em cima da hora de votar, sem que haja tempo hábil para que os deputados analisem.
“Manda projetos em cima da hora, sabendo que não serão analisados”, declarou.
