O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que, se eleito, vai encaminhar ao Congresso no mesmo dia em que tomar posse as reformas que o país necessita.
“Tenho certeza de quem for governar tem que ser honesto falando de não reeleição. Não serei candidato à reeleição. No entanto, o curto prazo de ser presidente limita a um prazo de 18 a 24 meses. Encaminharei todas as minhas reformas ao Congresso no dia 5 [de janeiro]. A partir daí, vamos discutir o país”, afirmou.
Caiado também criticou a taxa de juros e afirmou que é “impossível” o Brasil ser competitivo no patamar atual. “Todos nós sabemos que, quando a taxa de juros é alta demais, é impossível as pessoas continuarem na atividade. Também não tem como ser competitivo em relação a isso.”
As declarações foram dadas em evento com empresários organizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), nesta segunda-feira (22), em Brasília.
O pré-candidato também disse que o “Custo Brasil” — ou o “Custo PT”, como chamou — tem levado o setor produtivo “ao grau de estrangulamento”.
Segundo ele, o alto endividamento público e a insegurança jurídica prejudicam investimentos e dificultam a competitividade da indústria brasileira.
Caiado citou ainda o aumento da carga regulatória e da burocracia como fatores que elevam o chamado “Custo Brasil”. Para ele, a falta de previsibilidade afasta investimentos e compromete a capacidade de crescimento do país.
“Cada hora aparece uma nova regra. Isso aumenta custos e dificulta a vida de quem produz. O Brasil precisa voltar a oferecer segurança jurídica e estabilidade”, declarou.
Ao final do encontro, o pré-candidato recebeu o documento “Construindo o Brasil 2050”. O material traz recomendações em áreas estratégicas, como agenda macroeconômica, política industrial, inovação, cooperação internacional, energia, infraestrutura de transportes, sustentabilidade, sistema tributário, segurança jurídica, entre outros temas essenciais para o fortalecimento da economia e a competitividade do Brasil.
Durante o evento, o presidente da CNI, Ricardo Alban, mencionou reformas fundamentais para o avanço do país, como a modernização do setor elétrico, o reequilíbrio da matriz de transporte, a conclusão de obras paradas, a modernização das relações de trabalho, a criação de condições de financiamento adequadas e regras tributárias que favoreçam os investimentos produtivos, além do controle de gastos públicos, a redução do spread bancário e dos juros.
“O Estado precisa garantir um ambiente de negócios pautado pela estabilidade das regras e por agências reguladoras fortalecidas e independentes que assegurem o bom funcionamento dos mercados”, destacou. “A indústria está pronta para fazer a sua parte. Esperamos que o poder público também escolha planejar e executar, em vez de apenas improvisar.”
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por leonardoribeiro



