Senado aprova projeto que criminaliza violĂȘncia polĂ­tica contra mulheres

Por Marina, ContilNet 14/07/2021 Ă s 09:40
Votação da proposta durante sessĂŁo do plenĂĄrio virtual Foto: Leopoldo Silva / AgĂȘncia Senado

O Senado aprovou por unanimidade, nesta terça-feira, projeto que busca combater e punir a violĂȘncia polĂ­tica contra as mulheres. Entre as açÔes previstas no texto, tambĂ©m constam mudanças no CĂłdigo Eleitoral, com a criminalização de divulgação de conteĂșdo falso durante perĂ­odo de campanha. A proposta, que jĂĄ passou pela CĂąmara, segue agora para sanção presidencial.

A matĂ©ria torna crime, passĂ­vel de pena de reclusĂŁo de um a quatro anos, “assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, por qualquer meio, candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo, utilizando-se de menosprezo ou discriminação Ă  condição de mulher ou Ă  sua cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou de dificultar a sua campanha eleitoral ou o desempenho de seu mandato eletivo”.

A pena pode ser aumentada se o crime for cometido em razĂŁo de raça, cor ou etnia; e se for contra gestantes, maiores de sessenta anos ou pessoas com deficiĂȘncia. TambĂ©m hĂĄ previsĂŁo de aumento de pena se o crime de calĂșnia ou difamação for transmitido ao vivo na internet ou divulgado em rede social.

AlĂ©m disso, a proposta tambĂ©m prevĂȘ pena de dois meses a um de detenção para a divulgação, durante a campanha eleitoral, “de fatos que sabe inverĂ­dicos em relação a partidos ou candidatos”.

— Ao virar lei o texto vai garantir que, no perĂ­odo eleitoral, estaremos protegidas de vĂ­deos fraudulentos, com informaçÔes falsas e desrespeitosas. Esse tipo de atitude Ă© ruim para a democracia porque espanta as mulheres da atividade polĂ­tica — disse a lĂ­der da bancada feminina no Senado, Simone Tebet (MDB-MS).

A matĂ©ria tambĂ©m assegura a participação de mulheres em debates eleitorais proporcionalmente ao nĂșmero de candidatas Ă s eleiçÔes. Os debates em rĂĄdio e de televisĂŁo, segundo a proposta, “deverĂŁo respeitar a proporção de no mĂ­nimo 30% de candidatos de cada sexo, no convite a candidatos Ă s eleiçÔes proporcionais”.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) disse que a aprovação do projeto é um marco para o Brasil:

— Esse projeto Ă© fundamental e Ă© um divisor de ĂĄguas nessa polĂ­tica. É fundamental, inclusive, para o avanço da participação da mulher na polĂ­tica. A mulher tem que estar onde ela quer estar, ou seja: na polĂ­tica, no JudiciĂĄrio, no Legislativo, no Executivo, enfim, nos mais variados espaços de poder, na sociedade civil, no espaço privado.

ConteĂșdo Original / Fonte: GLOBO.COM

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