Em artigo inédito, Marcio Bittar aborda assuntos como economia, a política que “preserva valores universais”, e a retomada da prosperidade no estado do Acre.
Leia na íntegra:
NO QUE ACREDITO
Marcio Bittar
Acredito que a boa política deve ser feita com prudência, modéstia e visar o bem comum. É o tipo de política que preserva valores universais, ouve a população e se submete às leis e à rotatividade democrática dos poderes. A democracia é a garantia do Estado de Direito, da não censura e da tolerância entre diferentes. O império da lei garante a efetividade das liberdades individuais. Para mim, esses são os fundamentos do fazer política. Prego o respeito absoluto à independência dos poderes e incentivo à harmonia entre os mesmos. Respeito a convivência civilizada com adversários e valorizo o pluripartidarismo.
Na economia, confio que deve prevalecer, o quanto possível, a liberdade dos agentes sociais para haver, de fato, crescimento consistente e distribuição de renda. É condição necessária para alcançar prosperidade haver menos regulações e interferências de um estado autoritário, arrecadador e perdulário.
É a liberdade capitalista que garante a produção de riquezas e a elevação dos padrões de vida das populações. Os exemplos de nações que por meio da liberdade saíram da pobreza para a riqueza são abundantes: Inglaterra, França e EUA em séculos passados; Coreia do Sul e Singapura, recentemente. Por outro lado, países socialistas saíram da riqueza para encontrar a pobreza mais radical: Cuba e Venezuela são exemplos significativos de como o socialismo dilapida e destrói a prosperidade.
Sou pela liberdade de mercado, pelo incentivo ao empreendedorismo, pela promoção da simplificação e redução dos impostos, pela privatização de estatais onerosas e tomadas pelo corporativismo e pela austeridade e responsabilidade fiscal. Defendo a livre iniciativa e a liberdade e autonomia de empregados e empregadores em suas relações trabalhistas. Creio na positividade dos incentivos para o emprego de tecnologia e da ciência no campo, aumentando a produtividade na agricultura e pecuária.
No campo dos valores sou um conservador. Considero a família o alicerce da sociedade e a mais importante instituição entre todas. Famílias sadias e responsáveis são sinônimos de países sólidos, mais harmoniosos, seguros e prósperos. As políticas sociais devem visar o fortalecimento das famílias, jamais o seu enfraquecimento ou destruição.
A escola precisa preparar o estudante adequadamente em conteúdos fundamentais (matemática, português, ciências sociais e naturais) e profissionalizar os jovens. A escola não pode viver para repassar mitologias, falsas ciências e valores estranhos à nossa tradição fundante.
Na atual realidade, no Brasil e no Acre, defendo de forma prioritária o combate ao narcotráfico e seus efeitos danosos. Quero o rigor da lei e da execução penal contra todos os criminosos e seus crimes: o fim da impunidade. Sou a favor da redução da maioridade penal e advogo o direito à legítima defesa, a posse e o porte de armas pela população honesta, sempre com controle e responsabilidade. Prego o respeito à vida humana e à Constituição Federal.
Creio no respeito à religiosidade e às religiões do povo brasileiro. Acho que é preciso sempre buscar amenizar conflitos e garantir a segurança jurídica nas diversas e diferentes relações sociais. Valorizo o emprego, o trabalho bem feito, o esforço, o mérito e a solidariedade entre as pessoas.
Ainda é preciso dizer que sonho com a superação das mazelas promovidas em duas décadas de mando petista no Acre e treze anos no Brasil. Sonho com um Acre que retome a prosperidade, a geração de empregos e a paz nas ruas.
Meu pai chegou ao estado na década de 1970, veio atraído pelo arrojo do projeto de desenvolvimento proposto pelo então governador Francisco Wanderley Dantas. Veio para trabalhar no campo, sonhar e efetivar a verdadeira e autônoma prosperidade. Encontrou muitas dificuldades, mas venceu. Foi possível crescer e estabilizar-se a partir do trabalho duro e vibrante, com amor pelo Acre e sua gente. Esse espírito de geração de oportunidades necessita ser resgatado como norte para a administração do Acre. Precisamos, mais do que nunca, de segurança e prosperidade após 20 anos de empobrecimento, violência e opressão.
