O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta sexta-feira (16), manter as decisões do ministro Flávio Dino que estabeleceram regras de transparência e de rastreio dos recursos para a execução de emendas parlamentares.
Dino votou para validar suas decisões. Ele foi acompanhado pelos ministros AndrĂ© Mendonça, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Cármen LĂşcia, Gilmar Mendes e LuĂs Roberto Barroso.

Para esse tipo de emenda (impositiva), o magistrado citou um rol de exigência a serem cumpridas/Foto: Divulgação/STF
O ministro Nunes Marques acompanhou o relator, com ressalvas. “Acompanho a douta maioria quanto ao constante aperfeiçoamento dos mecanismos de controle de destinação das verbas pĂşblicas. Contudo, penso que tal transparĂŞncia nĂŁo pode significar, com as mais respeitosas vĂŞnias e entendimento diverso, desarmonia ao pacto federativo, nem reduzir a margem de discricionariedade na definição das polĂticas pĂşblicas que Ă© da essĂŞncia do Parlamento e da democracia”, votou.
Foram analisadas as determinações de Flávio Dino em processos que tratam das “emendas Pix” e das emendas impositivas (de execução obrigatória pelo governo).
A ações foram apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e pelo PSOL.
Nas duas primeiras, o ministro determinou o cumprimento de regras de transparência e mecanismos para permitir o rastreio e fiscalização das chamadas emendas Pix.
O magistrado autorizou excepcionalmente a continuidade da execução dessa modalidade de emenda para os casos de obras em andamento e de calamidade pública.
Dino ainda determinou que, daqui para frente, os congressistas só podem destinar emendas aos estados pelos quais foram eleitos, proibindo os repasses a outras unidades da federação.
Já na ação do PSOL, o ministro suspendeu, na quarta-feira (14), a execução das emendas impositivas, até que sejam criadas regras de transparência e rastreio dos recursos.
Para esse tipo de emenda (impositiva), o magistrado citou um rol de exigĂŞncia a serem cumpridas, como a apresentação prĂ©via de plano de trabalho, comprovação de que o gasto Ă© compatĂvel com a lei de diretrizes orçamentárias e com o plano plurianual, alĂ©m do cumprimento de regras de transparĂŞncia que permitam o controle social do gasto pĂşblico.
