04/08/2026

Temer defende que vencedor da eleição de 2026 faça pacto entre Poderes e pacifique o país

Em palestra fechada em São Paulo, emedebista defendeu trégua institucional após as eleições

Por Fhagner Soares, ContilNet
Ex-presidente afirmou que discursos políticos atuais são focados em ataques, e não em projetos/ Foto: Reprodução

O ex-presidente Michel Temer (MDB) defendeu que o vencedor da disputa presidencial de 2026 firme um pacto com os Poderes Legislativo e Judiciário. A declaração foi feita na última quinta-feira (30/7) durante palestra realizada no Sindicato dos Engenheiros, na capital paulista.

Durante a apresentação, feita para um público restrito de convidados, Temer fez duras críticas ao ambiente político atual no Brasil e defendeu o início de um processo de pacificação institucional a partir do próximo ano.

O evento contou também com as participações do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania), do ex-ministro Antônio Imbassahy (PSDB) e do ex-secretário estadual de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi (Republicanos).

Segundo o ex-presidente, o debate eleitoral no país precisa voltar a focar na apresentação de propostas e programas de governo, em vez de se limitar a confrontos entre nomes ou partidos. Ele apontou que os discursos políticos vigentes têm se fundamentado na divisão social desde 2018, reflexo do acirramento entre o PT e o bolsonarismo.

Ao analisar o funcionamento das instituições, Temer afirmou que, apesar de o Poder Executivo concentrar grande parte das decisões, a oposição no país tem falhado em seu papel de fiscalização. Para o emedebista, em vez de atuar para conter excessos de poder, os grupos opostos têm direcionado seus esforços prioritariamente para desgastar o governo do momento.

Vice-presidente no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), Temer assumiu o Palácio do Planalto em 2016 após o processo de impeachment que destituiu a titular, fato que gerou contestação por parte de integrantes do Partido dos Trabalhadores.

Ao ser questionado sobre o resultado da corrida presidencial de outubro, o ex-presidente preferiu não apontar favoritos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, alegando que o nível de polarização deixa o cenário aberto.

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