BRASÍLIA — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou as novas urnas eletrônicas que começaram a ser produzidas no Brasil em novembro deste ano. De acordo com o TSE, as máquinas são mais modernas e já serão utilizados nas Eleições Gerais do próximo ano.
Serão produzidos 225 mil novos equipamentos pela empresa Positivo Tecnologia, que ganhou o processo de licitação. As urnas são do modelo UE2020 e trazem novo design além da promessa de trazerem inovações e melhorias.
— Houve uma evolução muito grande em termos de arquitetura. Essa urna conta com terminal de mesários sensĂvel ao toque, a bateria foi alterada para melhor. Nossa expectativa Ă© que, por ter um custo de conservação muito menor que os modelos anteriores, a urna se pague diante do maior investimento financeiro feito pelo Tribunal — declarou o coordenador de tecnologia eleitoral do TSE, Rafael Azevedo.
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O TSE fez um investimento de 985,50 dólares por unidade da nova urna eletrônica. Durante o processo de licitação, a taxa de câmbio utilizada como referência para o preço final foi a do dia 17 de janeiro de 2020, quando um dólar estava cotado a R$ 4,1837. O orçamento foi feito em dólar porque, apesar de fabricada no Brasil, a maioria dos componentes eletrônicos do equipamento é importado.
Rafael Azevedo afirmou que a bateria da máquina nĂŁo precisa de recarga, uma vez que acompanha toda a vida Ăştil da urna, o que diminui custos de manutenção. As urnas eletrĂ´nicas tambĂ©m passam a usar pen drives como mĂdias de aplicação, o que facilita a logĂstica, segundo o tribunal. O processador Ă© mais rápido e o teclado possui duplo fator de contato, que permite detectar erros em caso de mau contato ou curto-circuito na tecla.
O perĂmetro criptográfico do novo modelo foi certificado pela Infraestrutura de Chaves PĂşblicas Brasileira (ICP Brasil). Isso significa que o programador e o cĂłdigo-fonte do equipamento atendem aos requisitos do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI).
Além disso, Azevedo declarou que as urnas serão aprimoradas constantemente, principalmente em razão das alterações mercadológicas dos componentes eletrônicos e de computadores.
O TSE alegou que a licitação dos novos equipamentos tem como objetivo “dar continuidade à renovação do parque de urnas e complementar o quantitativo necessário para suprir eventual crescimento do eleitorado”.

