A ex-senadora pelo Acre Marina Silva (Rede Sustentabilidade) afirmou que decidirá antes do Carnaval se será candidata a presidente. A afirmação veio em São Paulo, na segunda-feira (26). Ela participou do evento Amarelas ao Vivo, promovido pela revista Veja.
De acordo com publicação do Uol, Marina disse que, no momento, fecha um “ciclo de reflexões” para tomar a decisão. Ainda que não tenha tomado decisão, ela garante: é muito cedo para fechar o “funil” entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na disputa presidencial. “Marina declarou que, em vez de dizer quem apoia entre os dois líderes das pesquisas, defende o fim da polarização”, diz um trecho da publicação do UOL.
Em determinado momento de sua fala, ela ainda faz uma declaração polêmica. “Um se tornou cabo eleitoral do outro. Eu apoio a quebra da polarização. Lula e Bolsonaro são os dois extremos”.

Marina, ex-senadora pelo Acre Foto: Thiago Bernardes/Estadão Conteúdo
A acreana acredita que política é um serviço e que quer estar onde possa servir o País, “sem polarização PT-PSDB-PMDB”. Falando em PSDB, ela falou sobre o apoio por parte da Rede a Aécio Neves, acusado de crimes relacionados a corrupção. Marina sustentou que, se as investigações tivessem avançado antes, não o teria apoiado para a presidência da República, no segundo turno das eleições de 2014. “Eu e a Rede pedimos a cassação do mandato do senador”.
Acidente
Marina falou também sobre as denúncias a respeito da propriedade do avião que transportava o então candidato a presidente, Eduardo Campos, que caiu em Santos, no litoral de São Paulo, e que causou a morte dos ocupantes, entre eles, o ex-governador de Pernambuco.
O arrendamento do aparelho Cessna Citation PR-AFA é investigado pela Operação Turbulência. “A Rede não está acima do bem e do mal”, acentuou, sem entrar em detalhes
Marina acrescentou que não tem nenhum processo contra ela porque suas “gestões foram republicanas”. A ex-senadora e ex-ministra admitiu ainda que seu maior erro na política foi ter apoiado a reeleição. “Ali, tinha dinheiro de caixa 2”, alegou. “Temos pessoas honestas em todos os partidos. Foram os partidos que se perderam”, afirmou. De acordo com Marina, justiça não é vingança e, sim, um “ato de reparação”.
