Depois de algum tempo sem mandato e de se afastar da política por questões de saúde, o delegado Walter Prado está de volta. Ele ganhou notoriedade ao comandar uma força tarefa de combate à criminalidade nas ruas de Rio Branco. O “xerife”, como ficou conhecido pela população, foi eleito três vezes deputado estadual e se afastou no terceiro mandato para tratar um câncer.
Agora completamente recuperado, Prado quer voltar à política nas eleições do próximo ano, desta vez pelo Partido Progressista (PP) do virtual candidato a governador, Gladson Cameli. “Sou um homem abençoado por Deus”, disse o político, que, nas visitas à Assembleia Legislativa, é saudado por ex-colegas, servidores e jornalistas.
Jogador de futebol, ele deixou o município de Tarauacá em meados da década de 70. Pouco tempo depois, tornou-se o parlamentar mais jovem da história (aos 21 anos), quando se elegeu deputado estadual nas eleições de 1978. Em 1982, foi candidato a vice-governador na chapa do então senador Jorge Kalume.
Depois dessa meteórica passagem pela política, Prado se formou em Direito pela Universidade Federal do Acre (Ufac) e ingressou no serviço público como delegado de polícia. “Passei 27 anos da minha vida correndo atrás de bandido”, comentou, em tom descontraído. Ele também agradeceu o desportista e político Elias Mansuor. “Devo muito à família dele e ao Juventus, clube onde fui bicampeão invicto”, afirmou.
Quanto às eleições que se avizinham, o delegado diz que a renovação é algo natural, porém contrapõe com a sua própria trajetória. “Eu passei quase três décadas sem mandato e voltei”, disse Prado, que também acredita que o eleitor acreano é sábio e politizado. “Nós sempre rejeitamos o ex-presidente Lula”, reforçou.
Segurança pública
Quanto à segurança pública, o delegado afirma que o setor precisa ser reformulado, tanto na repressão quanto na prevenção. As polícias Militar e Civil do Acre, na opinião dele, são as melhores do Brasil no tocante à combatividade e à integridade moral. “O que está faltando é visão e planejamento. Não se faz segurança em gabinetes, pois o crime acontece nas ruas”, disparou Walter Prado.
Quanto à política de segurança, o delegado diz que é preciso integrar os órgãos e as instituições, bem como envolver a população, notadamente a dos bairros afastados. “O Estado do bem-estar social tem que levar segurança aos cidadãos que moram nestes locais”, assim concebe o delegado, que fará uma campanha com uma plataforma voltada para a segurança pública.
