Vida social ativa ajuda idosos a prevenir doenças e fortalecer a saúde

Convívio frequente pode reduzir solidão, estimular o cérebro e diminuir riscos de ansiedade

Por Redação ContilNet 23/05/2026 às 17:34

Manter amizades, participar de grupos e cultivar o convívio social pode fazer muito mais pela saúde dos idosos do que apenas combater a solidão. Especialistas apontam que uma vida social ativa ajuda a fortalecer a saúde física e mental, além de funcionar como fator de proteção contra doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e demência.

Segundo o Extra, com o envelhecimento, mudanças na rotina, aposentadoria, saída dos filhos de casa e perdas familiares acabam reduzindo a interação social de muitos idosos. Segundo psicólogos e geriatras, esse isolamento pode trazer impactos diretos para o corpo e para a mente.

A psicóloga Ana Teresa Mendes explica que o sentimento de pertencimento reduz os níveis de estresse e ajuda a diminuir sintomas de ansiedade e depressão.

“O cérebro social é o que nos mantém conectados à realidade. Interagir exige atenção, memória recente, linguagem e empatia”, afirma.

Além do impacto emocional, o convívio social também estimula hábitos saudáveis. Caminhadas, encontros e atividades em grupo ajudam a combater o sedentarismo e favorecem a autonomia dos idosos.

Os especialistas destacam ainda que conversas, trocas de experiências e atividades coletivas funcionam como estímulos constantes para o cérebro, fortalecendo a chamada “reserva cognitiva”, capacidade de criar novos caminhos neurais diante do envelhecimento.

Segundo a geriatra Paula Cristina Moreira, idosos socialmente ativos costumam apresentar maior cuidado com a própria saúde e melhor adesão a tratamentos médicos.

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“A preservação do senso de propósito, pertencimento e utilidade social constitui um elemento essencial para a qualidade de vida e o envelhecimento saudável”, ressalta.

A médica alerta que o isolamento social vai além da sensação de solidão e pode acelerar o declínio cognitivo. Entre os sinais de sofrimento emocional estão retraimento, abandono de atividades prazerosas, alterações no sono, irritabilidade e descuido com o autocuidado.

Para os especialistas, não existe uma quantidade ideal de interações sociais, mas sim relações que façam o idoso se sentir valorizado e importante dentro da rotina.

A representante comercial Sonia Barbosa, de 72 anos, sentiu os efeitos da solidão durante a pandemia da Covid-19. Morando sozinha, ela viu sua rotina social diminuir drasticamente.

“Durante esse tempo, me senti muito sozinha”, relembra.

Hoje, Sonia retomou os vínculos por meio da academia e da igreja e afirma que o convívio voltou a trazer mais qualidade de vida para sua rotina.

“O conselho que eu dou é que as pessoas busquem manter o convívio social, ainda mais hoje, quando existem tantas possibilidades”, afirma.

Com informações do Extra

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