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Amianto pode estar destruindo a vida de trabalhadores no Acre

Por Marina, ContilNet Fonte: THALIS GUTIERRES, DA CONTILNET 12/12/2017 às 10:00

Amianto, a substância que pode ser encontrada na composição de caixas d’água e telhados das casas de vários setores da sociedade acreana, teve seu uso e comercialização proibidos pelo Supremo do Tribunal Federal (STF) por 7 votos a 2 no dia 29 de novembro deste ano.

Presente nas coberturas de milhões de residências por todo Brasil, o Amianto foi identificado como material cancerígeno causador de vários tipos de doenças, entre elas o mesotelioma, câncer de pulmão, câncer de laringe e outras.

o Amianto foi identificado como material cancerígeno causador de vários tipos de doenças/Foto: reprodução

Apesar da proibição, o longo tempo de utilização desse tipo de material nos ramos da construção civil, assim como no dia a dia da população brasileira podem ainda não ter apresentado o seu auge no que diz respeito aos efeitos negativos do Amianto. Especialistas afirmam que o pico de ocorrências de doenças provenientes da exposição excessiva ou mau manuseio da substância devem atingir seu ápice a partir de 2021.

O Alerta foi dado

Em 2014 o então deputado estadual Jamyl Asfury levou à tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) um projeto que previa a proibição da comercialização e uso de materiais que possuíssem Amianto.

Amianto pode ser encontrada na composição de caixas d’água e telhados das casas de vários setores/Foto: reprodução

Jamyl afirmava ter tido contato com trabalhadores da construção civil, que manusearam telhas e caixas d’agua durante seus anos de serviço e que estariam debilitados, com diagnósticos de câncer, asbestose (pulmões de pedra) e alguns inclusive teriam até perdido a vida devido a enfermidades provenientes da substância.

Risco sem volta

O material, quando cortado ou manuseado, gera um pó que pode ser facilmente inalado ou engolido. A exposição à poeira do mineral pode causar doenças como câncer de pulmão, de laringe, do trato digestivo e do ovário, e mesotelioma (câncer raro na membrana pulmonar). Uma vez dentro do corpo humano, a substância nunca mais é eliminada.

Coleta seletiva

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Rio Branco (Semsur) informou por meio da assessoria de comunicação que não possui um serviço específico para coleta de materiais que contenham vestígios da substância, mas que recolhe o material descartado por moradores (como caixas d’água quebradas, misturadas no lixo comum dos munícipes).

Abaixo a resposta na íntegra:

“A Semsur informa que não tem uma coleta específica para este tipo de material. Muitas vezes recolhem alguns materiais que contém amianto, mas misturados nos entulhos descartados pelos moradores, como por exemplo caixas d’água velhas ou quebradas”.

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