Kane Tanaka, a pessoa mais velha do mundo, Ă© quase tĂŁo antiga quanto os Jogos OlĂmpicos da Era Moderna.
Ela nasceu em 1903 no JapĂŁo, passou por duas pandemias globais (a da gripe espanhola e a do novo coronavĂrus) e pelas duas guerras mundiais, superou dois cânceres e agora vai carregar a tocha olĂmpica, o sĂmbolo dos Jogos de TĂłquio, em maio.
Tanaka, que vive em um asilo em Fukuoka, completou 118 anos em 5 de janeiro, adora refrigerantes e ganhou de presente de aniversário, da sua famĂlia, um novo par de tĂŞnis para a cerimĂ´nia, segundo a rede de TV americana CNN.
Ela Ă© considerada a pessoa viva mais velha do mundo pelo Guinness World Records, o livro dos recordes, desde 2019.
A previsĂŁo Ă© que Tanaka percorrerá parte dos 100 metros com a tocha olĂmpica em uma cadeira de rodas. Mas ela está determinada a dar os Ăşltimos passos a pĂ© antes de passar o sĂmbolo das olimpĂadas ao prĂłximo corredor.
Seu neto Eiji disse Ă CNN que “Ă© Ăłtimo que ela tenha alcançado essa idade e ainda possa manter um estilo de vida ativo”. “Queremos que outras pessoas vejam isso, se sintam inspiradas e nĂŁo pensem que a idade Ă© uma barreira”.
Tanaka se casou aos 19 anos, teve quatro filhos, cinco netos e oito bisnetos e trabalhou na loja de arroz da famĂlia atĂ© os 103. Ela Ă© sĂł sete anos mais nova que os Jogos OlĂmpicos modernos, que começaram em 1896.
Quando a OlimpĂada foi realizada pela Ăşltima vez em TĂłquio, em 1964, ela tinha 61 anos.
Tanaka agora mora em uma casa de repouso e, segundo a CNN, geralmente acorda Ă s 6 da manhĂŁ e gosta de jogar jogo de tabuleiro. Por causa da pandemia, sua famĂlia nĂŁo pode visitá-la.
AtĂ© hoje, os mais velhos a carregarem a tocha olĂmpica foram Aida Gemanque, do Brasil, que aos 106 anos levou a tocha nos Jogos do Rio de 2016, e o tenista de mesa Alexander Kaptarenko, que aos 101 anos correu com a tocha nos Jogos de Inverno de Sochi de 2014.
A tocha olĂmpica
Um dos sĂmbolos do Jogos, a chama olĂmpica evoca a lenda de Prometeu, que teria roubado o fogo de Zeus para o entregar aos mortais e tem origem nos Jogos OlĂmpicos antigos.
A tradição foi retomada na OlimpĂada de 1928 e, nos Jogos de 1936, pela primeira vez a chama foi transportada em uma tocha, das ruĂnas do templo de Hera, em OlĂmpia, atĂ© ao Estádio OlĂmpico de Berlim.
(Foto: Kyodo via Reuters)

