O atleta paralĂmpico Ricardo Campos foi medalhista de prata no 1Âș Campeonato Nacional de Bocha ParalĂmpica realizado nos dias 24 a 28 de maio, em Curitiba. Participaram do evento mais de 40 atletas, de 15 estados brasileiros, com idades entre 13 e 20 anos.
Ricardo Campos Ă© natural de Assis Brasil. Representou o Acre na competição, na classe BC3. O evento teve como objetivo selecionar os trĂȘs melhores atletas de cada classe para poderem participar da Copa do Brasil, que serĂĄ realizada em julho, em SĂŁo Paulo, onde os tĂ©cnicos da seleção irĂŁo avaliar todos os atletas para uma possĂvel convocação.

Pai e treinador, Clodoaldo Campos destacou que o esporte trouxe novas oportunidades ao filho. Foto: cedida
Ricardo é apoiado pelo Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE), que jå acompanha o jovem atleta desde o ano de 2019.
O chefe do Departamento de Esportes da SEE, Junior Santiago, destaca que o governo do Estado sempre vem auxiliando nos treinamentos, nas passagens aĂ©reas, para que esses atletas possam nĂŁo somente representar o Acre, mas tambĂ©m estarem inseridos dentro do programa de polĂticas pĂșblicas voltadas ao esporte.
âMantendo as participaçÔes nacionais, eles [os atletas] conseguem manter suas bolsas e aqui efetivar, continuar seus treinamentos para posteriores etapas nacionais, com essa cobertura de treinadores e com o nosso suporteâ, enfatiza.

Ricardo competiu com atletas de outros estados do paĂs. Foto: cedida
Pai e treinador de Ricardo, Clodoaldo Campos, falou da importĂąncia da vitĂłria para ambos e destaca que, alĂ©m das medalhas e tĂtulos, o esporte trouxe ao filho uma vida melhor e mais saudĂĄvel, permitindo inclusive a execução de movimentos que ele nĂŁo conseguia anteriormente.
âPara a gente Ă© um sonho realizado, uma conquista, uma honra muito grande ele ter participado e muita felicidade, por ele ter conseguido chegar ao segundo lugar, mesmo que tenhamos batalhado muito por issoâ, afirma o pai emocionado.

Bocha ParalĂmpica
Considerado um jogo de estratĂ©gia, a bocha Ă© uma modalidade que abre portas para pessoas com grau severo de comprometimento motor e/ou mĂșltiplo e estĂĄ presente em mais de 50 paĂses, sendo praticado no Brasil desde 1970. Pode ser jogada individualmente, em duplas ou em equipes, e Ă© mista â homens e mulheres competem juntos e igualmente. AlĂ©m de atletas com paralisia cerebral, tambĂ©m podem participar pessoas com outras deficiĂȘncias, desde que tenham o grau de deficiĂȘncia exigido e comprovado.

Os atletas usam cadeiras de rodas e tĂȘm o objetivo de lançar 12 bolas coloridas (azul e vermelha) o mais perto possĂvel de uma bola branca, chamada de âbolimâ, no Brasil, e de âjackâ em outros paĂses. Ă permitido usar as mĂŁos, os pĂ©s, instrumentos de auxĂlio e atĂ© ajudantes no caso dos atletas com maior comprometimento. O esporte exige habilidade e eficiĂȘncia, alĂ©m, Ă© claro, das tĂ©cnicas e tĂĄticas adequadas dos atletas para vencer a disputa. A competição Ă© dividida por categorias: BC1, BC2, BC3 e BC4.


