Companheiro de enfermeira que morreu em UPA jĂĄ havia sido denunciado por violĂȘncia domĂ©stica

Mulher havia negado agressĂ”es em denĂșncia anterior, mas familiares relatam meses de abusos

Por Redação ContilNet 02/07/2025 às 16:44 Atualizado: hå 11 meses

A PolĂ­cia Civil do Acre investiga a morte da enfermeira Jonnavila Mendes, de 32 anos, como um possĂ­vel caso de feminicĂ­dio. Ela morreu no Ășltimo domingo (29), apĂłs dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Rio Branco com queixas de dor e falta de ar. O principal suspeito Ă© o companheiro da vĂ­tima, que foi preso em flagrante horas depois, apĂłs ameaçar familiares de Jonnavila.

O principal suspeito é o companheiro da vítima, que foi preso em flagrante horas depois, após ameaçar familiares de Jonnavila / Foto: Reprodução

A delegada Juliana De Angelis, responsĂĄvel pela investigação, em entrevista ao Portal A Gazeta do Acre,  disse que o suspeito jĂĄ havia sido denunciado anteriormente por violĂȘncia domĂ©stica, mas na ocasiĂŁo, a prĂłpria Jonnavila negou que tivesse sido agredida, o que enfraqueceu o andamento do processo. “Ela negou ser vĂ­tima de violĂȘncia domĂ©stica”, afirmou a delegada, ressaltando que agora o caso Ă© tratado com prioridade e aguarda o resultado do laudo cadavĂ©rico emitido pelo Instituto MĂ©dico Legal (IML).

Mesmo com a negativa formal da vĂ­tima na denĂșncia anterior, familiares relatam que Jonnavila vivia um relacionamento marcado por agressĂ”es fĂ­sicas e psicolĂłgicas hĂĄ pelo menos oito meses. Segundo amigas prĂłximas, ela escondia hematomas com roupas compridas e costumava atribuĂ­-los a acidentes domĂ©sticos. A situação teria se agravado nos Ășltimos meses, quando o companheiro passou a controlar a rotina da enfermeira, impedindo-a de trabalhar, de frequentar a academia e atĂ© de manter contato com amigos e parentes.

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Após deixá-la na UPA, o suspeito fugiu levando o carro e o celular da vítima. Mais tarde, retornou ao local e ameaçou os familiares de Jonnavila. “Disse que se fosse preso, eu pagaria com a vida”, contou uma testemunha sob anonimato.

Horas depois, o homem foi preso em flagrante ao invadir a casa da mĂŁe de uma das testemunhas, acreditando que o corpo da vĂ­tima estivesse sendo velado ali. Ele estava armado com um canivete e acompanhado por dois irmĂŁos tambĂ©m armados. Durante a abordagem, teria admitido ter agredido Jonnavila, tentando justificar os hematomas dizendo que “ela o mordeu”.

A Polícia Civil afirma que segue com a investigação e trata o caso como possível feminicídio.

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