Covid-19 tambĂ©m prospera na negação, diz OMS. “Ignorância propositada”

Por NOTĂŤCIAS AO MINUTO 09/11/2020 Ă s 08:31

Tedros Adhanom Ghebreyesus indicou, nesta segunda-feira, que as pessoas podem estar cansadas do vĂ­rus, “mas ele nĂŁo está cansado” delas, apelando mais uma vez ao compromisso comum.. “Podemos estar cansados da Covid-19, mas ela nĂŁo está cansada de nĂłs.

Sim, ataca quem tem menos saĂşde. Mas ataca outras fraquezas, tambĂ©m: igualdade, divisĂŁo, negação, pensamentos ilusĂłrios e ignorância propositada”, falou durante a coletiva de imprensa, o diretor-geral da Organização Mundial de SaĂşde (OMS).

Tedros acrescentou que nĂŁo Ă© possĂ­vel “negociar com a Covid-19 nem fechar os olhos e esperar que desapareça”, uma vez que a doença, causada pelo vĂ­rus SARSCoV-2 “nĂŁo ouve retĂłrica polĂ­tica nem teorias da conspiração”. “A nossa Ăşnica esperança Ă© a ciĂŞncia, soluções e solidariedade”.

Sublinhando que a crise Ă© global, Tedros indicou que os “paĂ­ses foram afetados de forma diferente e tiveram respostas diferentes”. “Metade dos casos e Ăłbitos relacionados com a Covid-19 tiveram lugar em apenas quatro paĂ­ses”.

O especialista em saĂşde pĂşblica ressaltou que “há muitos paĂ­ses e cidades que conseguiram prevenir e controlar a transmissĂŁo da Covid-19 com uma resposta abrangente e baseada em evidĂŞncia cientĂ­fica”.

Ainda assim, em vários paĂ­ses, em especial na Europa e na AmĂ©rica do Norte e Sul, “foram agora reintroduzidas restrições para combater a nova vaga de infecções de Covid-19 que estĂŁo a enfrentar, e evitar que os sistemas de saĂşde colapsem“.

“Esse Ă© trabalho que a OMS tem feito desde o inĂ­cio”, defendeu. “Conseguimos progresso cientĂ­fico juntando milhares de especialistas para analisar as evidĂŞncias em constante mutação e transformálas em orientação, para identificar um mapa orientador de pesquisa que preencha as lacunas do nosso conhecimento”, disse, lembrando os “mais de 600 documentos orientadores” publicados pela organização de saĂşde, que foram “descarregados atĂ© 9 milhões de vezes por mĂŞs”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus fez ainda referĂŞncia aos 50 milhões de casos de infecção a nĂ­vel global – marca que foi atingida no domingo – e os mais de 1,2 milhões de Ăłbitos associados Ă  doença, uma consequĂŞncia devastadora que acontece “tambĂ©m por causa do impacto no serviços de saĂşde essenciais”.

Por outro lado, acrescentou que a pandemia tem consequências que não são mensuráveis.

“NĂŁo podemos medir a dor das famĂ­lia que nĂŁo se puderam despedir de entes queridos. NĂŁo podemos medir o medo que tantos sentiram na face de um futuro incerto”.

O especialista lembrou que “ninguĂ©m olha para o efeitos a longo-prazo do vĂ­rus no corpo humano, ou no tipo de mundo que os nossos filhos e netos vĂŁo herdar”.

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