Tedros Adhanom Ghebreyesus indicou, nesta segunda-feira, que as pessoas podem estar cansadas do vĂrus, “mas ele nĂŁo está cansado” delas, apelando mais uma vez ao compromisso comum.. “Podemos estar cansados da Covid-19, mas ela nĂŁo está cansada de nĂłs.
Sim, ataca quem tem menos saĂşde. Mas ataca outras fraquezas, tambĂ©m: igualdade, divisĂŁo, negação, pensamentos ilusĂłrios e ignorância propositada”, falou durante a coletiva de imprensa, o diretor-geral da Organização Mundial de SaĂşde (OMS).
Tedros acrescentou que nĂŁo Ă© possĂvel “negociar com a Covid-19 nem fechar os olhos e esperar que desapareça”, uma vez que a doença, causada pelo vĂrus SARS–CoV-2 “nĂŁo ouve retĂłrica polĂtica nem teorias da conspiração”. “A nossa Ăşnica esperança Ă© a ciĂŞncia, soluções e solidariedade”.
Sublinhando que a crise Ă© global, Tedros indicou que os “paĂses foram afetados de forma diferente e tiveram respostas diferentes”. “Metade dos casos e Ăłbitos relacionados com a Covid-19 tiveram lugar em apenas quatro paĂses”.
“We might be tired of #COVID19–>. But it is not tired of us.Yes, it preys on those in weaker health. But it preys on other weaknesses, too: inequality, division, denial, wishful thinking and wilful ignorance”-@DrTedros–> #WHA73–>
— World Health Organization (WHO) (@WHO) November 9, 2020–>
O especialista em saĂşde pĂşblica ressaltou que “há muitos paĂses e cidades que conseguiram prevenir e controlar a transmissĂŁo da Covid-19 com uma resposta abrangente e baseada em evidĂŞncia cientĂfica”.
Ainda assim, em vários paĂses, em especial na Europa e na AmĂ©rica do Norte e Sul, “foram agora reintroduzidas restrições para combater a nova vaga de infecções de Covid-19 que estĂŁo a enfrentar, e evitar que os sistemas de saĂşde colapsem“.
“Esse Ă© trabalho que a OMS tem feito desde o inĂcio”, defendeu. “Conseguimos progresso cientĂfico juntando milhares de especialistas para analisar as evidĂŞncias em constante mutação e transformá–las em orientação, para identificar um mapa orientador de pesquisa que preencha as lacunas do nosso conhecimento”, disse, lembrando os “mais de 600 documentos orientadores” publicados pela organização de saĂşde, que foram “descarregados atĂ© 9 milhões de vezes por mĂŞs”.
Opening of the resumed #WHA73–> with @DrTedros–> https://t.co/clQcs7fIP4–>
— World Health Organization (WHO) (@WHO) November 9, 2020–>
Tedros Adhanom Ghebreyesus fez ainda referĂŞncia aos 50 milhões de casos de infecção a nĂvel global – marca que foi atingida no domingo – e os mais de 1,2 milhões de Ăłbitos associados Ă doença, uma consequĂŞncia devastadora que acontece “tambĂ©m por causa do impacto no serviços de saĂşde essenciais”.
Por outro lado, acrescentou que a pandemia tem consequências que não são mensuráveis.
“NĂŁo podemos medir a dor das famĂlia que nĂŁo se puderam despedir de entes queridos. NĂŁo podemos medir o medo que tantos sentiram na face de um futuro incerto”.
O especialista lembrou que “ninguĂ©m olha para o efeitos a longo-prazo do vĂrus no corpo humano, ou no tipo de mundo que os nossos filhos e netos vĂŁo herdar”.

