Fim do mistério: nos 40 anos do Chester, empresa divulga fotos do animal vivo

Por Marina, ContilNet 14/12/2020 Ă s 10:09

Você já viu um Chester vivo? Pois bem. No ano em que comemora 40 anos da chegada do produto ao Brasil, a BRF, dona da marca Perdigão, põe fim a um mistério que durou décadas e mostra fotos do animal em vida.

Até então, a empresa costumava dizer, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tinha fotos de divulgação do bicho.

Durante o tempo em que permaneceu “escondido”, muitas lendas foram criadas a respeito do Chester. Algumas diziam que ele nĂŁo tinha cabeça ou que comia tanto a ponto de nĂŁo conseguir se mexer.

Tudo não passa de invenção, segundo Luciana Bulau, gerente executiva da Perdigão.

Foto: Reprodução

“O Chester Ă© um animal muito saudável. O diferencial dele Ă© uma genĂ©tica que foi aperfeiçoada e o cuidado que ele recebe nas granjas e na alimentação. No passado, a PerdigĂŁo alimentou essa aura de mistĂ©rio, mas hoje a gente Ă© muito transparente sobre nossas granjas e a forma como nossos animais sĂŁo cuidados”, diz ela.

Afinal, o que Ă© o Chester?

O Chester é uma marca registrada, e não uma espécie. A ave tem origem em uma linhagem de frango que foi trazida da Escócia para o Brasil em 1980.

Poucos anos depois, ele passou a ser comercializado no paĂ­s como concorrente do peru de Natal da Sadia –hoje, Sadia e PerdigĂŁo pertencem Ă  BRF.

A produção do Chester se concentra na cidade de Mineiros, em Goiás. O tempo de criação é superior ao do frango convencional: o Chester é abatido quando tem em torno de 50 dias, 20 dias a mais do que o frango.

A alimentação também é diferenciada, com uma dieta balanceada, com vitaminas e minerais, específica para suas necessidades de desenvolvimento. Tudo isso gera diferenças no tamanho da ave e na carne.

Produção começa em março

Veja algumas curiosidades do Chester, segundo Luciana Bulau, gerente executiva da PerdigĂŁo:

– É maior que o frango comum;
– NĂŁo tem hormĂ´nios, conforme proibição da legislação brasileira;
– Tem a carne mais macia;
– O sabor Ă© mais suave em comparação com outras aves natalinas;
– 70% da carne sĂŁo concentradas no peito e nas coxas, partes nobres da ave;
– Tem menos gordura que o frango;
– Embora venha de uma linhagem de frango escocesa, sĂł Ă© vendido no Brasil;
– Apesar de sĂł ser vendido no Natal, a produção começa em março.

“Por ser um produto especial, concentramos as vendas no Natal, o que cria essa aura de expectativa e faz do Chester um sĂ­mbolo do Natal brasileiro”, diz a executiva da PerdigĂŁo.

Embrapa: sĂł machos sĂŁo vendidos como Chester

A empresa nĂŁo deu detalhes sobre o processo produtivo, mas, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), sĂł sĂŁo vendidos como Chester os machos sem defeitos –como contusões e fraturas.

As fĂŞmeas dessa linhagem nĂŁo crescem tanto quanto os machos. Por isso, sĂŁo abatidas na mesma idade que os frangos convencionais e vendidas em cortes embalados em bandejas.

Os machos abatidos que nĂŁo atendem ao padrĂŁo de qualidade para o produto natalino sĂŁo transformados em produtos como peito, embutidos e processados de Chester.

Linha comemorativa para os 40 anos

Como parte da comemoração de 40 anos do Chester no paĂ­s, a PerdigĂŁo ampliou a linha “Sabores do Brasil”. Em 2020, sĂŁo vendidas oito opções de Chester, com temperos diferentes:

Chester Tradicional, Chester Azeite e Ervas, Chester Assa Fácil Tradicional, Chester Assa Fácil Pesto, Chester Mineiro (vendido apenas em Minas Gerais e Rio de Janeiro), Chester Gaúcho (comercializado apenas no Sul do país) e Chester Desossado.

A novidade de 2020 sĂŁo as embalagens comemorativas e o Chester com Sabor Toque Caseiro, que leva diferentes temperos, como alho e cĂşrcuma, inspirado nas receitas enviadas pelos prĂłprios consumidores, segundo a fabricante.

A empresa não divulga dados sobre vendas, mas afirma que o Chester tem mais de 50% do mercado de aves especiais do Natal, sendo um dos produtos mais vendidos dessa época do ano.

 

(Foto de capa: Reprodução)

ConteĂşdo Original / Fonte: CNN BRASIL

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