Os ministérios da Economia e das Relações Exteriores emitiram nota conjunta, nesta segunda-feira (19), para destacar a assinatura do Protocolo ao Acordo de Comércio e Cooperação Econômica bilateral entre Brasil e Estados Unidos.
A medida prevĂŞ iniciativas regulatĂłrias para promover os fluxos de comĂ©rcio e investimentos entre os dois paĂses. Para o governo brasileiro, o pacote comercial assinado mais cedo pelo presidente Jair Bolsonaro será a base para a construção de um futuro acordo de livre comĂ©rcio mais amplo.
“A assinatura do pacote comercial insere-se em contexto mais amplo da polĂtica de comĂ©rcio exterior brasileira, cujo principal objetivo tem sido o de criar ambiente econĂ´mico favorável aos negĂłcios e Ă reinserção competitiva do Brasil na economia internacional. Pretende-se que o pacote forme a base de um amplo acordo comercial a ser futuramente negociado entre as duas maiores economias do continente americano. Os compromissos assumidos estĂŁo alinhados com demandas histĂłricas dos setores privados de ambos os paĂses”, diz a nota.
O texto do Protocolo possui três anexos, que tratam, respectivamente, sobre facilitação de comércio e cooperação aduaneira, boas práticas regulatórias e medidas anticorrupção.
No primeiro item, estĂŁo previstas iniciativas para desburocratizar os procedimentos de importação e exportação de bens e serviços entre os dois paĂses.
“Há compromissos importantes para o uso de tecnologias no processamento das exportações e importações com o intuito de reduzir tempos e custos das operações. SĂŁo medidas relacionadas a emprego de documentos eletrĂ´nicos, pagamentos eletrĂ´nicos, interoperabilidade entre guichĂŞs Ăşnicos de comĂ©rcio exterior e automação na gestĂŁo de riscos, inclusive com o emprego de ‘machine learning’ e inteligĂŞncia artificial. Há tambĂ©m seção destinada ao tratamento a ser conferido a produtos agrĂcolas, de especial interesse do Brasil e dos Estados Unidos, grandes exportadores nesse setor”, diz a nota conjunta do MinistĂ©rio das Relações Exteriores e da Economia.
O anexo que trata de boas práticas regulatórias aborda medidas para que os governos facilitem a ampla concorrência nos mercados, com transparência e previsibilidade, e limitem a intervenção estatal na economia.
Já o anexo que trata sobre esforços anticorrupção, o governo brasileiro cita a necessidade de vinculação legislativa às obrigações previstas em tratados internacionais, como a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (2003), a Convenção Interamericana contra a Corrupção (1996) e da Convenção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais (1997).
“O escopo do referido anexo, em linha com recentes iniciativas do Brasil, expande, para alĂ©m da esfera estritamente criminal, a atuação domĂ©stica e a cooperação internacional anticorrupção, ao abarcar tambĂ©m as esferas civil e administrativa. Trata-se de evolução relevante nas tarefas de combater, mediante a recuperação de ativos, o eixo central das cadeias delitivas organizadas: seus fluxos financeiros. O texto reforça, portanto, o compromisso conjunto para o combate Ă corrupção”, diz outro trecho da nota conjunta.
Com informações da Agência Brasil.


