Pacote comercial abre caminho para acordo mais amplo, diz governo

Por Marina, ContilNet 20/10/2020 Ă s 09:28

Os ministérios da Economia e das Relações Exteriores emitiram nota conjunta, nesta segunda-feira (19), para destacar a assinatura do Protocolo ao Acordo de Comércio e Cooperação Econômica bilateral entre Brasil e Estados Unidos.

A medida prevê iniciativas regulatórias para promover os fluxos de comércio e investimentos entre os dois países. Para o governo brasileiro, o pacote comercial assinado mais cedo pelo presidente Jair Bolsonaro será a base para a construção de um futuro acordo de livre comércio mais amplo.

“A assinatura do pacote comercial insere-se em contexto mais amplo da polĂ­tica de comĂ©rcio exterior brasileira, cujo principal objetivo tem sido o de criar ambiente econĂ´mico favorável aos negĂłcios e Ă  reinserção competitiva do Brasil na economia internacional. Pretende-se que o pacote forme a base de um amplo acordo comercial a ser futuramente negociado entre as duas maiores economias do continente americano. Os compromissos assumidos estĂŁo alinhados com demandas histĂłricas dos setores privados de ambos os paĂ­ses”, diz a nota.

O texto do Protocolo possui três anexos, que tratam, respectivamente, sobre facilitação de comércio e cooperação aduaneira, boas práticas regulatórias e medidas anticorrupção.

No primeiro item, estão previstas iniciativas para desburocratizar os procedimentos de importação e exportação de bens e serviços entre os dois países.

“Há compromissos importantes para o uso de tecnologias no processamento das exportações e importações com o intuito de reduzir tempos e custos das operações. SĂŁo medidas relacionadas a emprego de documentos eletrĂ´nicos, pagamentos eletrĂ´nicos, interoperabilidade entre guichĂŞs Ăşnicos de comĂ©rcio exterior e automação na gestĂŁo de riscos, inclusive com o emprego de ‘machine learning’ e inteligĂŞncia artificial. Há tambĂ©m seção destinada ao tratamento a ser conferido a produtos agrĂ­colas, de especial interesse do Brasil e dos Estados Unidos, grandes exportadores nesse setor”, diz a nota conjunta do MinistĂ©rio das Relações Exteriores e da Economia.

O anexo que trata de boas práticas regulatórias aborda medidas para que os governos facilitem a ampla concorrência nos mercados, com transparência e previsibilidade, e limitem a intervenção estatal na economia.

Já o anexo que trata sobre esforços anticorrupção, o governo brasileiro cita a necessidade de vinculação legislativa às obrigações previstas em tratados internacionais, como a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (2003), a Convenção Interamericana contra a Corrupção (1996) e da Convenção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais (1997).

“O escopo do referido anexo, em linha com recentes iniciativas do Brasil, expande, para alĂ©m da esfera estritamente criminal, a atuação domĂ©stica e a cooperação internacional anticorrupção, ao abarcar tambĂ©m as esferas civil e administrativa. Trata-se de evolução relevante nas tarefas de combater, mediante a recuperação de ativos, o eixo central das cadeias delitivas organizadas: seus fluxos financeiros. O texto reforça, portanto, o compromisso conjunto para o combate Ă  corrupção”, diz outro trecho da nota conjunta.

Com informações da Agência Brasil.

ConteĂşdo Original / Fonte: NOTĂŤCIAS AO MINUTO

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