Cálculos preliminares da AgĂŞncia Nacional de Energia ElĂ©trica (Aneel) preveem que as contas de luz podem subir, em mĂ©dia, 16,68% no prĂłximo ano, principalmente por conta da crise hĂdrica, que atinge as principais hidrelĂ©tricas do paĂs.
Para evitar que as contas disparem, a agĂŞncia reguladora já analisa medidas para mitigar os efeitos para os consumidores e manter os reajustes inferiores a dois dĂgitos.
Os dados foram apresentados pelo superintendente de Gestão Tarifária da agência reguladora, Davi Antunes Lima, nesta segunda-feira em audiência pública na Comissão de Legislação Participativa da Câmara.
Lima avalia, no entanto, que novas ações projetadas pela Aneel, como a antecipação de recursos decorrentes da privatização da Eletrobras, consigam reunir R$ 8,5 bilhões e reduzir o reajuste da tarifa cobrada dos consumidores.
— Com essas medidas adicionais, em vez dos 16,68% previstos para 2022, a gente ainda tem uma previsão de reajuste de 10,73%, mas estamos ainda estudando alternativas — disse o diretor.
As tarifas de energia sĂŁo reajustadas caso a caso e sĂŁo diferentes para cada distribuidora de energia.
O superintendente da Aneel afirma que diversos fatores justificam a alta das tarifas. Por conta da crise hĂdrica, mais energia tem sido gerada por termelĂ©tricas, mais caras.
Parte dessa conta é coberta pelas bandeiras tarifárias, mas nem o restante será repassado para as tarifas em 2022, com incidência de juros.
Está em vigor hoje a bandeira vermelha 2, um adicional de R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Mesmo alta, ela não é suficiente para cobrir a geração por termelétricas.
As medidas do comitê de crise criado pelo governo — chamada de Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) — terão um impacto entre R$ 2,4 bilhões e R$ 4,3 bilhões, segundo a Aneel.
Entre as medidas, está por exemplo a redução do uso da água para navegação, com indenização para quem saiu prejudicado.
Além disso, a alta do dólar impacta nas contas porque o custo de Itaipu é cobrado na moeda americana.
O superintendente da Aneel disse que o ĂłrgĂŁo analisa medidas para evitar que a conta fique salgada.
— A meta que a Aneel tem este ano Ă© buscar reajustes tarifários inferiores a dois dĂgitos — disse.
— Com essas medidas adicionais, em vez dos 16,68% previstos para 2022, a gente ainda tem uma previsão de reajuste de 10,73%, mas estamos ainda estudando alternativas — disse o diretor.
As tarifas de energia sĂŁo reajustadas caso a caso e sĂŁo diferentes para cada distribuidora de energia.


