A rodada semifinal da etapa da Nova Zelândia da Liga Mundial de Surfe (WSL) foi suspensa emergencialmente neste domingo (24) após um animal marinho atacar o fotógrafo australiano Ed Sloane na área de competição. O incidente ocorreu durante a bateria disputada entre os surfistas brasileiros Yago Dora e Italo Ferreira, que precisaram ser retirados às pressas do oceano com o auxílio de motos aquáticas (jet-skis) da equipe de salvamento.
Até o momento, a direção de prova e os serviços médicos locais não confirmaram com exatidão a espécie envolvida na agressão ao profissional, que foi socorrido consciente e encaminhado a uma unidade hospitalar da região. Há uma divergência técnica entre a possibilidade de a investida ter sido desferida por um tubarão ou por um leão-marinho.
O diretor de competições da WSL, Renato Hickel, detalhou o cenário de incerteza e o impacto psicológico provocado nos atletas que testemunharam o episódio de dentro da água.
“Sim, neste momento não temos certeza se era um tubarão ou um leão-marinho. O médico que está ajudando aqui no local está inclinado a pensar que era um leão-marinho em vez de um tubarão. Mesmo assim, foi muito assustador. Italo e Yago, obviamente, estão abalados. Eles viram o respingo no incidente e, portanto, mais um motivo para adiar o evento, também, após a maré baixa”, explicou o dirigente da liga.
Cronograma de retomada da bateria brasileira
Após uma varredura de segurança na área costeira e a checagem das condições de monitoramento marítimo, a organização do evento confirmou que a semifinal entre os representantes do Brasil será retomada ainda neste domingo, a partir das 21h (horário de Brasília).
No momento da paralisação forçada, o surfista Yago Dora liderava a disputa por uma vaga na grande final da etapa, acumulando uma pontuação parcial de 6,33 contra 3,00 do campeão olímpico Italo Ferreira. O tempo restante de bateria será integralmente computado na retomada do confronto em águas neozelandesas.

