A advogada e influenciadora havia sido homenageada pelo estabelecimento há cinco anos, mas o prato foi renomeado após sua ida para a cadeia.
A prisão preventiva da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, que está prestes a completar dois meses, continua gerando desdobramentos fora dos tribunais. Desta vez, o famoso restaurante Paris 6 decidiu retirar o nome da influenciadora de seu cardápio de pratos homenageados, uma tradição da marca que batiza suas criações culinárias com nomes de celebridades brasileiras.
De acordo com informações da colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, o prato que antes era chamado de “Baião de Deux à Dra. Deolane Bezerra” passou por uma alteração discreta e agora é listado no menu apenas como “Baião de Deux”. A homenagem existia há cinco anos e marcou a estreia do feijão no menu da casa, sendo vendido por cerca de R$ 86.
O prato em questão consiste em uma releitura do tradicional baião de dois, preparado com carne seca, feijão de corda, linguiça, bacon, queijo coalho e pedaços de galeto, finalizado com um toque de azeite de pimenta.
Repercussão nas redes sociais
A mudança no cardápio rapidamente repercutiu na internet e dividiu a opinião dos seguidores. Nos comentários das publicações que revelaram a alteração, muitos internautas apontaram um comportamento oportunista por parte do estabelecimento comercial.
“Soberbo, utilizou enquanto dava”, criticou uma usuária. Outra pessoa lamentou o distanciamento rápido da marca: “No fim das contas, a gente só vale alguma coisa quando tem algo de bom para oferecer. Infelizmente”. Um terceiro perfil disparou contra a atitude: “Como que as pessoas usam as outras só enquanto convém, né? Incrível”.
A prisão de Deolane Bezerra
Deolane Bezerra foi presa preventivamente no dia 21 de maio de 2026, durante as investigações da chamada Operação Vérnix. A influenciadora é acusada de envolvimento em uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro com suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), acusações que ela e sua defesa negam veementemente.
A Justiça tornou Deolane ré no processo criminal após denúncia oferecida pelo Ministério Público em junho. Ela segue detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior de São Paulo. Logo após a prisão, a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também suspendeu cautelarmente o registro profissional de Deolane por um período de 90 dias. Todos os pedidos de habeas corpus e prisão domiciliar apresentados pela defesa foram negados pelas instâncias judiciais.
