Carlinhos nega responsabilidade por publicidade enganosa

O influenciador Carlinhos Maia apresentou sua defesa na Justiça após ser processado ao lado da Positivo Payments

Por Redação ContilNet 12/06/2026 às 07:31
Instagram/Reprodução

Influenciador digital alega que atuou apenas como garoto-propaganda e que a responsabilidade sobre os serviços é exclusiva da empresa parceira.

O influenciador digital Carlinhos Maia apresentou formalmente sua contestação à Justiça em um processo em que é acusado de realizar propaganda enganosa em suas redes sociais. A ação judicial, movida pelo assessor parlamentar Victor Vasconcelos da Silva, aponta irregularidades nas promessas feitas pela empresa Positivo Payments, que também figura como ré no processo ao lado de seu diretor, Igor Lima Fernandes.

Na defesa protocolada nos autos do processo, os advogados do criador de conteúdo sustentaram que ele não possui legitimidade para figurar no polo passivo da ação. O argumento central é de que qualquer falha na prestação dos serviços ofertados deve ser cobrada de forma exclusiva da empresa contratante, e não de quem apenas veiculou a peça publicitária.

Divulgação comercial e a ausência de intenção de enganar

A defesa jurídica do artista busca desvincular sua imagem de qualquer responsabilidade solidária sobre a entrega final do produto financeiro anunciado.

Conforme as informações exclusivas apuradas pela colunista Fábia Oliveira para o portal METRÓPOLES, Carlinhos Maia pontuou que agiu estritamente como garoto-propaganda e que não integra a cadeia de fornecimento da Positivo. O influenciador alegou que só caberia responsabilização por publicidade enganosa se existissem provas de que ele agiu com a intenção deliberada de ludibriar seus seguidores. Além disso, afirmou não ter a obrigação legal de auditar a idoneidade interna ou garantir a qualidade de cada marca que divulga na internet.

O caso teve início após o autor da ação alegar que contratou os serviços da Positivo Payments motivado pelos vídeos de Carlinhos Maia. A empresa prometia limpar o nome de negativados em até 30 dias e liberar cartões de crédito em menos de uma hora. Victor afirma que pagou R$ 697, mas as promessas não foram cumpridas. Na ação, ele pede a devolução do dinheiro e mais R$ 30 mil de indenização por danos morais. A defesa do influenciador contesta o dano moral e pede que, caso haja condenação, o valor seja fixado em no máximo R$ 1 mil. O caso segue em tramitação no Poder Judiciário.

Por que o influenciador Carlinhos Maia está sendo processado?

Ele é réu em uma ação movida por um seguidor que alega ter contratado serviços financeiros da empresa Positivo Payments com base em publicidades divulgadas no perfil do influenciador, alegando que as promessas não foram cumpridas.

O que Carlinhos Maia alegou em sua defesa na Justiça?

Carlinhos Maia alegou que não tem responsabilidade sobre os serviços e que atuou exclusivamente como garoto-propaganda, sem fazer parte da cadeia de fornecimento ou da execução das atividades da empresa Positivo.

Qual é o valor pedido no processo contra Carlinhos Maia?

O autor da ação solicita a devolução de R$ 697 pagos pelo serviço não realizado e uma indenização de R$ 30 mil por danos morais. A defesa do influenciador pede a improcedência ou a redução de uma eventual taxa para R$ 1 mil.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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