A influenciadora e advogada Deolane Bezerra deverá retirar o mega hair para permanecer na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Segundo policiais penais da unidade, o procedimento faz parte dos protocolos de segurança adotados no presídio e busca evitar possíveis riscos de fuga. As informações são do g1.
De acordo com os relatos, piercings também não são permitidos na unidade prisional. Deolane foi transferida para o interior paulista após passar cerca de 14 horas detida na Penitenciária Feminina de Santana, na capital.
A influenciadora está custodiada em uma ala destinada a advogadas, conhecida como cela de Estado Maior, separada das demais detentas. Segundo agentes penitenciários ouvidos pela imprensa, ela utiliza uniforme padrão e recebe os mesmos itens fornecidos às outras presas, como colchão, lençóis e cobertores.
A transferência ocorreu em meio à repercussão de denúncias feitas pelo Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal), que apontou supostos privilégios concedidos à influenciadora enquanto ela esteve presa em Santana.
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Entre as supostas regalias citadas pelos agentes estão uma cela preparada exclusivamente para recebê-la, instalação de chuveiro privativo com água quente, cama diferenciada, alimentação distinta da oferecida às demais presas e restrição de acesso de policiais ao local onde ela estava.
Áudios atribuídos a policiais penais criticam o tratamento dado à influenciadora e relatam indignação com a estrutura montada para recebê-la.
A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo informou que a custódia de Deolane ocorreu em cumprimento à decisão judicial que reconheceu sua condição de advogada, garantindo recolhimento em local separado das demais presas comuns.
A defesa da influenciadora afirma que ela é inocente e pediu prisão domiciliar. Entre os argumentos apresentados está o fato de Deolane ter um filho de 9 anos.
A influenciadora foi presa durante uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Com informações do g1


