Escola recuou da fusão de dois sambas-enredo após protesto do presidente de honra; decisão provocou o desligamento de quatro compositores.
A Unidos de Vila Isabel atravessa um momento de tensão em seus bastidores após controvérsias na definição do samba-enredo para o próximo desfile. A crise envolveu o cantor e presidente de honra Martinho da Vila, o patrono Capitão Guimarães e seu filho, Luiz Guimarães, responsável pela gestão da azul e branca.
Conforme apuração da jornalista Juliana Barbosa para o portal Metrópoles, o conflito começou após o anúncio de que a escola unificaria duas obras concorrentes (de números 5 e 13) para compor a trilha oficial do enredo “Torto Arado: Sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, inspirado na obra do escritor Itamar Vieira Junior.
“Não concordo e já pedi para retirar meu nome”, afirmou Martinho da Vila ao contestar publicamente a decisão de fundir as composições, em trecho citado por Juliana Barbosa.
Recuo da diretoria e saída de compositores
A insatisfação do sambista gerou reações imediatas na administração da escola de samba:
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Posicionamento da diretoria: Com o apoio do bicheiro Capitão Guimarães ao pedido de Martinho, o filho Luiz Guimarães voltou atrás na fusão e consagrou a obra nº 13, de autoria de Martinho da Vila, como o samba oficial.
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Desligamento de músicos: Em protesto contra o recuo, quatro dos oito compositores da obra nº 5 (Rafael Tinguinha, Gustavinho Oliveira, Gabriel Simões e Thales Nunes) anunciaram o desligamento da agremiação.
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Nota oficial da escola: Em comunicado assinado por Luiz Guimarães, a Vila Isabel declarou que o samba nº 13 se mostrou a melhor escolha técnica para conduzir a narrativa do enredo na Marquês de Sapucaí.
Por que Martinho da Vila se desentendeu com a diretoria da Vila Isabel?
De acordo com a apuração de Juliana Barbosa, o cantor se opôs à decisão da escola de juntar o seu samba-enredo com a composição de outra parceria de autores.
Qual foi a consequência do recuo da Vila Isabel na escolha do samba?
Segundo informado pela jornalista no Metrópoles, quatro compositores envolvidos no samba descartado decidiram abandonar e se desligar da agremiação carioca.
