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Entidade pede entrada em ação contra Anitta e cita racismo

Por Redação ContilNet Fonte: Metrópoles 09/06/2026 às 14:17
Entidade pede entrada em ação contra Anitta e cita racismo

Reprodução/redes sociais.

A disputa jurídica de alto valor financeiro travada entre a estilista Lucia Helena da Silva, proprietária da marca Ropahrara Moda Exótica, a cantora Anitta e a rede de lojas de departamento C&A ganhou um desdobramento de forte impacto social. O processo, que corre nas varas cíveis com um pedido de indenização fixado no patamar de R$ 1 milhão, agora enfrenta a possibilidade de receber a intervenção de uma importante instituição de direitos humanos.

O pedido de ingresso na ação foi formalizado recentemente e traz para o centro dos debates do poder Judiciário discussões profundas sobre propriedade intelectual, visibilidade artística e discriminação racial.

O Motivo do Processo: A autora da ação acusa a funkeira de utilizar peças de sua criação em videoclipes musicais de grande alcance e, posteriormente, reproduzir os modelos em uma coleção comercializada pela C&A sem a devida atribuição de autoria.

Entidade aponta apagamento de autoria de criadora negra

A novidade processual gira em torno do pedido de entrada da instituição Educafro Brasil na condição de amicus curiae (termo jurídico que define um “amigo da corte”, ou seja, um terceiro experiente que atua para subsidiar o juiz com dados técnicos e históricos). De acordo com os detalhes de bastidores revelados pela coluna do jornalista Leo Dias no portal de notícias Metrópoles, a entidade justificou que o caso se alinha diretamente com o seu plano de metas institucionais.

Conforme as linhas argumentativas e os despachos da magistrada detalhados na cobertura do Metrópoles, o cenário jurídico desenha-se sob os seguintes pontos:

Defesa de Anitta nega acusações e aponta falta de provas

O debate sobre a questão racial já havia sido levantado por Lucia Helena desde a abertura da petição inicial, quando ela declarou que transferir os créditos de suas roupas exóticas para outra profissional reproduzia antigas estruturas coloniais de exclusão de criadores negros no Brasil.

Por outro lado, os advogados da cantora rebateram os argumentos nos autos do processo de forma contundente. A equipe jurídica de Anitta afirma que as alegações de racismo estrutural mapeadas na acusação são completamente infundadas e genéricas, argumentando que as queixas não guardam qualquer relação técnica ou documental com a discussão principal do imbróglio, que deve se limitar estritamente à análise do registro e da autoria de design das peças.

FAQ

Por que a estilista Lucia Helena está processando a cantora Anitta?

A criadora da marca Ropahrara acusa Anitta e a C&A de violação de direitos autorais, alegando que roupas criadas por ela foram usadas em clipes e depois vendidas em uma coleção da loja sem os devidos créditos de autoria.

O que a entidade Educafro alega para entrar na ação judicial?

A Educafro pede para atuar como assistente técnica no caso por entender que a disputa envolve o debate sobre o apagamento do trabalho de uma estilista negra e a reprodução de estruturas de exclusão racial.

Qual o valor da indenização pedido no processo contra Anitta e a C&A?

A autora da ação e proprietária da grife Ropahrara Moda Exótica solicita o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão.

Acompanhe as próximas movimentações processuais no tribunal e as decisões da magistrada sobre o ingresso de novos membros na ação. Continue por dentro de todos os bastidores dos famosos, processos judiciais, direitos autorais e atualidades do mundo pop em nossa cobertura diária de entretenimento.

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