Justiça manda Renan apagar ataques contra Safadão

Justiça manda Renan Santos apagar vídeos acusando Wesley Safadão de corrupção.

Por Júlia, ContilNet 28/04/2026 às 09:45

A Justiça do Ceará determinou, nesta terça-feira (28/04), que o pré-candidato à presidência e líder do MBL, Renan Santos, remova em até 24 horas todos os conteúdos que associam o cantor Wesley Safadão a esquemas de corrupção. A decisão atende a um pedido da defesa do artista após Renan publicar vídeos chamando Safadão de “novo ícone da corrupção no Brasil”.

As Acusações de Renan Santos

Em vídeo publicado em março de 2026, Renan acusou o cantor de liderar um esquema “bizarro” de contratação de shows por prefeituras pobres do Nordeste.

  • Cifras Citadas: Segundo o político, o artista teria firmado mais de 50 contratos entre 2024 e 2025, totalizando R$ 52 milhões em verbas públicas.

  • Teor do Vídeo: Renan afirmou que o dinheiro “não deveria estar com ele” e associou a prática a organizações criminosas.

A Decisão do Magistrado

O juiz Gerardo Magelo Facundo Junior foi enfático ao afirmar que a liberdade de expressão não é um salvo-conduto para imputações criminosas sem provas:

“A liberdade de expressão não abrange a divulgação de imputações falsas… especialmente quando apresentadas como fatos consumados”, destacou o juiz.

O magistrado ainda classificou a atitude de Renan como uma “campanha de execração”, visando o engajamento coletivo e a exposição negativa da imagem de Wesley Safadão.

Com informações do Metrópoles.

Multa e Desobediência

  • Punição: Foi fixada uma multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, podendo chegar a R$ 50 mil.

  • Bloqueio: O Facebook e o Instagram também foram notificados para indisponibilizar os conteúdos.

O Outro Lado

Após a decisão, Renan Santos publicou uma nova gravação afirmando que o processo é uma tentativa de censura. “O Wesley Safadão não quer que eu seja presidente. Continuarei denunciando a política de pão e circo em lugares que não têm condição de se sustentar”, declarou o político, mantendo o tom crítico às contratações públicas de artistas.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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