Cantora associou queda de investimentos corporativos à “onda de conservadorismo”; parlamentar do PL-DF reagiu defendendo pautas conservadoras e criticando o movimento.
A proximidade das celebrações do Mês do Orgulho LGBT+ trouxe à tona um intenso debate sobre o apoio financeiro do setor corporativo a grandes eventos de massa.
A cantora Pabllo Vittar e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) protagonizaram visões opostas nas redes sociais após a divulgação de dados que apontam uma redução de 60% nos patrocínios destinados à Parada LGBT+ de São Paulo.
Pabllo Vittar utilizou seus perfis oficiais para criticar o comportamento de grandes marcas. Segundo a artista, a retração dos investimentos é um reflexo direto do avanço de pautas conservadoras na sociedade, o que estaria impactando a tomada de decisão das empresas. A cantora também apontou o que considera hipocrisia institucional no ambiente corporativo.
“É muito fácil, no Mês do Orgulho, colocar bandeira colorida no ícone, trocar a foto de perfil (…) sendo que esse apoio não é um apoio verídico, não é um apoio verdadeiro para a nossa comunidade. Cadê as marcas que já estiveram por aí com bandeira colorida e esse ano não estão presentes?”, questionou Pabllo.
Com informações do Metrópoles.
A reação da parlamentar
As declarações da cantora receberam uma resposta contundente da deputada Bia Kicis no domingo (24). A parlamentar rejeitou a definição do conservadorismo como um fenômeno passageiro e rebateu as críticas direcionadas ao modelo tradicional de sociedade.
“Conservadorismo não é onda, é sólido, é algo que se mantém, é a base da sociedade, é a base das famílias, é algo que vem desde os primórdios dos tempos e ficará na Terra até o planeta acabar. Onda é essa coisa de movimento LGBT, movimento gay”, disparou Kicis.
A deputada do PL-DF argumentou ainda que, embora o respeito à individualidade seja necessário, existe uma tentativa de “doutrinação” que busca inverter padrões estabelecidos. “O problema é que querem doutrinar, transformar em padrão de normalidade aquilo que é exceção, uma excepcionalidade que merece sim respeito”, concluiu a congressista.
O que gerou a discussão entre Pabllo Vittar e Bia Kicis?
O debate começou após Pabllo Vittar criticar publicamente a redução de 60% nos patrocínios de marcas à Parada LGBT+ de São Paulo, atribuindo o recuo ao avanço do conservadorismo.
Qual foi o argumento da deputada Bia Kicis?
Bia Kicis defendeu o conservadorismo como a base permanente da sociedade e das famílias, rebatendo o termo “onda” usado pela cantora e criticando os métodos e bandeiras levantados pelo movimento LGBT+.
O que Pabllo Vittar falou sobre a atitude das empresas?
A cantora apontou hipocrisia nas corporações que utilizam as cores da bandeira do arco-íris em suas marcas durante o Mês do Orgulho para autopromoção, mas retiram o apoio financeiro prático ao evento principal da comunidade.
