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MC Ryan SP e Poze do Rodo são soltos; veja as condições da Justiça

Por Redação ContilNet 14/05/2026 às 09:02

MC Ryan SP — Foto: Reprodução

Justiça Federal aponta excesso de prazo e falta de denúncia formal para manter artistas presos; grupo é investigado por movimentação de R$ 1,6 bilhão.

Após quase um mês de detenção, o funkeiro MC Ryan SP e outros investigados na Operação Narco Fluxo receberam o direito de responder ao processo em liberdade. A decisão, assinada nesta quarta-feira (13/5) pela desembargadora Louise Filgueiras, do TRF-3, estende o benefício também a MC Poze do Rodo, aos influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão, além de Diogo Santos de Almeida.

O grupo é alvo de uma investigação bilionária da Polícia Federal que apura crimes de lavagem de dinheiro, exploração de bets ilegais, rifas clandestinas e uma suposta conexão com o tráfico internacional de drogas.

Por que foram soltos?

A magistrada destacou que a prisão preventiva não pode se tornar um “instrumento de investigação”. Os principais argumentos para a soltura foram:

5. AS REGRAS DA LIBERDADE (TABELA)

Para permanecerem fora da prisão, MC Ryan SP e os demais deverão seguir à risca as medidas cautelares:

Medida Imposta Descrição
Passaporte Deve ser entregue à Justiça; proibição de sair do país.
Viagens Nacionais Proibido deixar a cidade de residência por mais de 5 dias sem aviso.
Apresentação em Juízo Comparecimento mensal obrigatório para justificar atividades.
Atos do Processo Obrigação de comparecer a todas as audiências e convocações.
Endereço Qualquer mudança deve ser informada imediatamente ao juiz.

Do que MC Ryan SP está sendo acusado?

Ele é investigado por lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, supostamente ligadas a apostas ilegais e tráfico internacional, movimentando cifras que superam R$ 1,6 bilhão.

MC Poze do Rodo também foi solto?

Sim. A decisão da desembargadora estendeu os efeitos do habeas corpus a todos os principais alvos da Operação Narco Fluxo que estavam detidos sob a mesma justificativa jurídica.

Eles podem voltar a fazer shows?

A decisão não menciona proibição de atividades profissionais, desde que os artistas cumpram as medidas cautelares, como não se ausentar da cidade por longos períodos sem autorização.

A soltura dos funkeiros não encerra as investigações. A Polícia Federal segue analisando os materiais apreendidos para tentar consolidar as provas de lavagem de dinheiro e crimes financeiros. O caso continua sendo um dos maiores monitorados pelo TRF-3 em 2026.

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