Considerada uma das mentes mais brilhantes na construção do cenário artístico de Brasília, a artista plástica faleceu no último domingo.
O cenário das artes plásticas e visuais do Brasil está em luto. Faleceu no último domingo (7/6), aos 93 anos de idade, a consagrada gravurista Lêda Saldanha da Gama Watson. A informação sobre a perda da artista foi confirmada e compartilhada por meio das redes sociais, embora as causas oficiais do falecimento não tenham sido detalhadas nas publicações familiares.
Graduada pela Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, Lêda refinou suas técnicas na renomada Ecole Nationale de Beaux Arts – Sorbonne, em Paris, e consolidou sua trajetória acadêmica na Universidade de Brasília (UnB). Especialista em gravura em metal, a artista plástica não se limitou à produção autoral, dedicando mais de três décadas de sua vida ao magistério. Ela ministrou dezenas de cursos, oficinas e palestras em museus e universidades de prestígio tanto no território nacional quanto no exterior.
O legado educacional e a gestão cultural na capital federal
Entre as décadas de 1970 e 1980, Lêda Watson transformou seu próprio ateliê em uma escola de formação técnica, sendo diretamente responsável pelo treinamento de mais de 420 novos artistas que hoje atuam espalhados pelo Brasil e por diversos países do mundo. Sua dedicação ao fomento da arte também se materializou na fundação do Núcleo de Gravadores de Brasília e do Clube da Gravura.
Conforme as informações publicadas pela jornalista Yasmin Rajab para o portal METRÓPOLES, a atuação de Lêda Watson foi basilar para a administração pública cultural do Distrito Federal, tendo sido ela a mente por trás da criação do primeiro Museu de Arte de Brasília (MAB).
A gravurista ocupou posições de grande relevância institucional, atuando como coordenadora de museus da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, organizadora de premiações regionais e nacionais e curadora da representação brasileira na X Bienal Internacional de Gravura de Valparaíso, no Chile. Atualmente, suas obras de valor histórico inestimável integram acervos de prestígio internacional, como o Museu Nacional de Brasília e a Biblioteca Nacional de Paris.
Quem foi Lêda Watson e qual sua importância para a arte brasileira?
Lêda Watson foi uma das maiores artistas plásticas e gravuristas em metal do país, tendo papel fundamental na construção e consolidação do ecossistema cultural e de museus em Brasília.
Onde estão expostas as obras de Lêda Watson?
Seus trabalhos de gravura integram importantes coleções de prestígio global, incluindo o acervo permanente do Museu Nacional de Brasília e a Biblioteca Nacional de Paris, na França.
Como a gravurista contribuiu para a educação artística?
Lêda atuou por mais de 30 anos como professora e manteve uma escola em seu próprio ateliê de 1975 a 1987, onde formou mais de 400 profissionais das artes visuais.
