Quem era Totonho, um dos criadores do Grupo Raça que morreu

Conheça a trajetória de Luiz Antônio Silva, o Totonho, fundador e músico do Grupo Raça, que faleceu no Rio de Janeiro às vésperas de completar 70 anos.

Por Redação ContilNet 03/07/2026 às 09:10
Instagram/Reprodução

Um dos pioneiros do pagode romântico, Luiz Antônio Silva faleceu a apenas dois dias de seu aniversário de 70 anos; enterro acontece na Zona Norte do Rio.

O universo do samba e do pagode amanheceu em clima de profunda despedida.

A perda de uma das mentes fundamentais para a consolidação do movimento musical que transformou a sonoridade das rádios brasileiras no final da década de 1980 gerou uma onda de homenagens e comoção entre fãs, amigos de profissão e familiares, resgatando o legado de quem fez da batucada uma extensão da própria alegria.

O instrumentista permaneceu na ativa até os seus últimos dias, defendendo a essência do ritmo criado nos subúrbios cariocas.

A fundação no Engenho de Dentro, a era de ouro e a apuração dos fatos

A trajetória do artista confunde-se com o nascimento do subgênero que conquistou o Brasil com letras apaixonadas e arranjos marcantes.

De acordo com as informações apuradas pela colunista Fábia Oliveira para o portal METRÓPOLES, Luiz Antônio Silva, o querido Totonho, foi um dos pilares fundadores do Grupo Raça, um dos maiores expoentes do pagode romântico nacional.

A reportagem detalha que o músico faleceu na última quinta-feira (2/7), aos 69 anos de idade, exatamente dois dias antes de celebrar seu aniversário de 70 anos. A causa exata do óbito não foi revelada pela família.

Totonho ajudou a dar os primeiros passos do conjunto em 1985, diretamente no bairro do Engenho de Dentro, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Ao lado de companheiros como Marley, Marquinhos, Mongol, Ronaldinho, Valney e Carlinhos, ele colocou nas ruas o primeiro disco da banda em 1987, iniciando uma discografia que hoje soma 14 álbuns de estúdio e dois registros ao vivo.

Os grandes sucessos das rádios e a despedida final no Rio

Hinos do pagode nacional

Como responsável pelo pandeiro e uma das vozes de apoio do grupo, Totonho participou da criação e execução de canções que se transformaram em verdadeiros hinos populares nas últimas décadas:

  • Dona da Minha Sina e O Teu Chamego

  • Quem Ama e dezenas de outros sucessos que marcaram gerações.

O adeus dos companheiros

Em nota oficial divulgada no Instagram, a banda lamentou profundamente a partida do integrante, descrevendo-o como uma “alma generosa, sorriso fácil e presença que iluminava qualquer roda”. O texto ressalta que ele foi muito além de um simples músico, agindo como um elo de união e cultura para o grupo.

Atualmente, Totonho ainda dividia os palcos com os fundadores remanescentes Marley e Valnei, além dos músicos Leonardo Acioly, Paulinho ‘Beiça’ e Wagner Bahia. O sepultamento do sambista está marcado para a tarde desta sexta-feira (3/7) no Cemitério de Inhaúma, também na Zona Norte carioca, com o velório iniciando-se às 13h e o enterro programado para as 16h.

Quem era Totonho do Grupo Raça que faleceu no Rio de Janeiro?

Luiz Antônio Silva, conhecido popularmente como Totonho, foi um dos músicos fundadores e criadores do Grupo Raça, banda nascida em 1985 no Rio de Janeiro e que se tornou uma das maiores referências históricas do pagode romântico no Brasil.

Qual instrumento Totonho tocava no Grupo Raça?

Totonho era responsável por tocar o pandeiro e também atuava como um dos vocalistas da formação, participando ativamente tanto da fase de ouro do grupo nos anos 80 quanto das apresentações da formação atual.

Onde e quando vai acontecer o enterro do músico Totonho?

O sepultamento do instrumentista acontece nesta sexta-feira, dia 3 de julho de 2026, no Cemitério de Inhaúma, localizado na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. O velório foi marcado para as 13h e o sepultamento para as 16h.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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