Sem citar nominalmente os influenciadores, a corte trabalhista reforçou que “humilhação não é entretenimento” e alertou para as punições legais sobre exposição vexatória.
O lançamento de um projeto de entretenimento focado na rotina e em competições entre trabalhadores domésticos gerou um forte debate jurídico e uma enxurrada de reações negativas na internet.
A iniciativa de criar uma gincana valendo dinheiro e benefícios para os colaboradores de uma residência ultrapassou a esfera das redes sociais e chamou a atenção da maior instância da Justiça do Trabalho no país.
A manifestação institucional reforçou os limites legais que regem a dignidade da pessoa humana dentro do ambiente corporativo e doméstico.
O comunicado do tribunal, as regras da gincana e a apuração dos fatos
O posicionamento do órgão público foi emitido logo após os vídeos da competição repercutirem de forma polêmica.
De acordo com as informações apuradas pela jornalista Juliana Barbosa para o portal METRÓPOLES, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgou um comunicado oficial sobre a exposição de funcionários após os influenciadores Viih Tube e Eliezer lançarem um reality show com os empregados domésticos da casa. A reportagem detalha que, sob o lema de que “humilhação não é entretenimento”, a corte alertou que expor trabalhadores a situações vexatórias viola direitos de integridade e caracteriza assédio moral.
No texto emitido, a instituição destacou que a Constituição Federal assegura a proteção aos indivíduos e que a gincana no ambiente doméstico deve seguir estritamente as regras de respeito mútuo.
Cancelamento do programa e revolta nas redes sociais
Detalhes da dinâmica suspensa
O programa, batizado originalmente de As Patroas, pretendia exibir 10 episódios de uma gincana envolvendo 11 profissionais da residência, como babás, motorista, cozinheira e lavadeira:
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O prêmio final anunciado para o vencedor da competição seria de R$ 20 mil, podendo alcançar a marca de R$ 30 mil acumulados, além de uma motocicleta.
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No episódio de estreia, o casal de ex-BBBs espalhou moedas coloridas por locais incomuns da propriedade, estipulando um tempo para a busca.
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Os participantes precisaram procurar os itens escondidos em lixeiras, vasos sanitários e até mesmo no lago artificial da mansão.
Retirada do ar e críticas
A repercussão do primeiro capítulo gerou duras críticas do público nas plataformas digitais, com internautas classificando a ideia como desprezível e abusiva. Diante da repercussão negativa imediata, Viih Tube e Eliezer optaram por apagar todos os vídeos do Instagram e do YouTube apenas um dia após a estreia, cancelando a exibição dos demais episódios que já estavam gravados. Apesar da exclusão dos arquivos, o caso seguiu sob análise de especialistas e do público pelas implicações éticas envolvidas.
Por que o TST emitiu uma nota sobre o reality de Viih Tube?
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) emitiu o comunicado para alertar que a exposição de empregados a situações vexatórias e humilhantes configura assédio moral. A nota veio a público após a grande repercussão negativa da gincana promovida pela influenciadora com seus funcionários.
Como funcionava o reality show com os funcionários de Viih Tube e Eliezer?
O programa, chamado As Patroas, colocava 11 funcionários da mansão (como babás, motorista e cozinheira) para disputar prêmios em dinheiro e uma moto. Na primeira prova, eles precisavam vasculhar lixeiras, vasos sanitários e um lago para achar moedas escondidas.
O que aconteceu com o reality show após as críticas na internet?
Um dia após a estreia do primeiro episódio, Viih Tube e Eliezer apagaram todos os vídeos e retiraram o reality show do ar no YouTube e no Instagram. O programa previa um total de 10 episódios, dos quais cerca de metade já estava gravada.
