22/09/2026

Caso Isabelle: namorado é preso dias após jovem ser encontrada morta em condomínio

A jovem foi encontrada morta no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza

Por Redação ContilNet
Caso aconteceu em Fortaleza/Foto: Reprodução

João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da estudante Isabelle Caracristi, de 22, foi preso preventivamente nesta terça-feira (22) pela Polícia Civil do Ceará. A jovem foi encontrada morta no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, no último dia 13 de setembro.

João foi localizado e detido em um condomínio no bairro Aldeota, na capital cearense. A prisão ocorre após dias de buscas pelo homem, que não havia sido localizado pelas autoridades desde a morte da estudante. A investigação tramita sob sigilo.

O bacharel em Direito mantinha um relacionamento com Isabelle, que também cursava Direito. Os dois se conheceram quando trabalhavam no mesmo escritório. Segundo informações divulgadas pelo próprio escritório, João não possuía registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e não fazia parte do quadro societário da empresa.

A nota do escritório informou ainda que João exercia exclusivamente atividades de natureza administrativa durante o período em que trabalhou no local. Isabelle também havia passado pelo escritório como estagiária.

Investigação

Isabelle foi encontrada morta na área externa do condomínio onde morava com João e familiares dele. A perícia apontou politraumatismo compatível com impacto contra o solo, e os exames toxicológicos realizados até então não identificaram substâncias tóxicas no corpo da jovem. A dinâmica da queda, porém, passou a ser investigada pela Polícia Civil.

Imagens das câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram Isabelle entrando no prédio e, posteriormente, seguindo sozinha em direção ao 23º andar. João aparece retornando ao condomínio posteriormente. As imagens e outros elementos continuam sendo analisados pela perícia.

Antes da prisão, João havia sido procurado pela Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Durante as diligências, a mãe dele também foi localizada em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Um celular e um tablet dela foram apreendidos para análise.

O caso ganhou maior repercussão depois que a mãe de Isabelle publicou um vídeo nas redes sociais cobrando respostas sobre a morte da filha. A família também questionou a demora para ser informada sobre o ocorrido.

Motivos da prisão

Conforme informações divulgadas sobre o pedido de prisão preventiva, a medida está relacionada a investigações envolvendo os artigos 122 e 147 do Código Penal, que tratam, respectivamente, de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou automutilação e de ameaça.

A prisão preventiva não significa, por si só, que João tenha sido condenado ou que a investigação tenha concluído pela responsabilidade dele na morte da estudante. A apuração continua em andamento e deverá esclarecer as circunstâncias da queda e a eventual participação de outras pessoas.

O Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos judiciais relacionados à investigação tramitam em segredo de Justiça.

Quem é João Munhoz Neto

Formado em Direito por uma instituição particular de Fortaleza, João possui experiências profissionais como estagiário no Tribunal de Justiça do Ceará, no Juizado Especial Cível e Criminal e no Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (CRECI-CE), além de passagem por escritório especializado nas áreas cível, empresarial e previdenciária.

Em um perfil profissional, ele se apresentava como correspondente jurídico e informava experiência em diferentes áreas do Direito e atuação em cidades do Ceará, Pernambuco e São Paulo.

Apesar da formação e das experiências na área jurídica, João não possui inscrição na OAB e, portanto, não exercia a advocacia.

As investigações sobre a morte de Isabelle Caracristi continuam sob responsabilidade da Polícia Civil do Ceará.

Conteúdo Original / Fonte: G1

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