Dirigentes e representantes de equipes do interior do Acre voltaram a cobrar maior apoio da Federação Acreana de Futsal para a disputa das competições estaduais. A manifestação ganhou força após um desabafo publicado nas redes sociais pelo clube Rivera, de Tarauacá, que denunciou as dificuldades enfrentadas pelas equipes para participar do Campeonato Estadual.
De acordo com a publicação, os clubes são obrigados a arcar praticamente sozinhos com todos os custos da competição. As despesas incluem transporte, alimentação, arbitragem e até mesmo itens básicos utilizados durante as partidas, como água para atletas e comissão técnica.
Os representantes das equipes também reclamam da falta de representatividade dos clubes do interior nas decisões relacionadas ao futsal acreano. Segundo eles, a realidade das equipes é marcada por desafios financeiros e logísticos que dificultam a participação em torneios oficiais.
Para os dirigentes, o papel de uma federação deve ir além da organização das competições. Eles defendem que a entidade também deve incentivar, apoiar e contribuir para o fortalecimento dos clubes, especialmente aqueles que enfrentam maiores dificuldades devido à distância da capital.

Outro ponto levantado é o baixo valor da premiação em dinheiro. Atualmente, os campeões recebem cerca de R$ 12 mil, e troféus e medalhas, enquanto, segundo eles, todas as despesas ficam sob responsabilidade das equipes. Como consequência, diversos clubes tradicionais do interior acabam desistindo de disputar o Estadual, situação que já ocorre em municípios como Sena Madureira e em várias cidades da região do Juruá.
Diante desse cenário, competições promovidas no interior têm se tornado mais atrativas que o próprio campeonato estadual. Um exemplo é o Copão de Manoel Urbano, que neste ano ofereceu cerca de R$ 60 mil em premiação, sendo R$ 40 mil destinados ao campeão. A valorização financeira acaba atraindo mais equipes, aumentando a competitividade e a presença do público.
A cobrança reacende o debate sobre a necessidade de investimentos e políticas de incentivo ao esporte fora da capital, especialmente para clubes que enfrentam longas distâncias e elevados custos para disputar competições oficiais.
Até o momento, a Federação Acreana de Futsal não havia se pronunciado publicamente sobre as críticas apresentadas pelos clubes do interior.
