A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Divisão de Controle de Vetores, alcançou resultados expressivos no combate às doenças transmitidas por vetores.
Entre a 1ª e a 27ª semana epidemiológica de 2026, os casos prováveis de dengue caíram 88% em comparação com o mesmo período de 2025. Já os casos de malária tiveram redução de 48%, refletindo o fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento e assistência à população.
No caso da dengue, o município saiu de 2.367 casos prováveis registrados no mesmo período do ano passado para apenas 179 neste ano, um dos menores índices dos últimos anos. O resultado é atribuído ao trabalho contínuo dos agentes de endemias, que realizam visitas domiciliares, eliminação de criadouros do mosquito Aedes Aegypti e ações permanentes de orientação à população.
O coordenador da Divisão de Controle de Vetores, Leonísio Messias, destacou que, apesar da redução significativa, o trabalho será intensificado durante o período de estiagem.
“Comparativos ao ano anterior, nós continuamos com redução. O nosso trabalho agora, nesse período de estiagem, tem que ser e vai ser mais fortalecido. Com menos chuvas, os depósitos nos quintais estão secos, mas nós temos um risco em potencial que são as caixas d’água no nível do solo, que concentram o maior número de larvas”, alertou.
Além do combate ao mosquito, a Secretaria Municipal de Saúde recomenda que pessoas com sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça e manchas na pele procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima para diagnóstico e tratamento precoces.

Apesar da redução significativa, o trabalho será intensificado durante o período de estiagem/Foto: Ascom
Malária também apresenta redução significativa
Os números da malária também mostram avanço importante no município. Entre 1º de janeiro e 6 de julho de 2025 foram registrados 1.536 casos da doença. No mesmo período deste ano, esse número caiu para 797, representando uma redução de 48%.
Com o início do verão amazônico e a melhoria das condições de acesso aos ramais, a Secretaria de Saúde pretende ampliar ainda mais as ações nas comunidades rurais, onde há maior incidência da doença.
“O acesso no período de verão, que a gente não tinha no inverno, quando os ramais não davam para entrar nem com a moto, agora será maior. A vigilância vai ser intensificada para que os agentes cheguem até as residências nesses locais, tratando de forma oportuna e garantindo um diagnóstico de qualidade para reduzir ainda mais os casos de malária”, afirmou Leonísio.

