“Meu coração pulou, você chegou, me deixou assim”. A letra de Frisson, eternizada na voz de Tunai, parece ter sido escrita para contar a história de amor da cerimonialista Lina Grasiela e do policial federal Nelson Costa. Nesta sexta-feira (12), o ContilNet resolveu falar um pouco sobre a história dos dois, que começaram com um flerte e acabaram morando juntos apenas 45 dias depois disso.
O casal relembra o início do romance, que começou com um olhar em um dos lugares mais emblemáticos da vida noturna acreana e que, anos depois, continua firme, cercado de cumplicidade, histórias e muitas lembranças. Lina não esquece os detalhes daquela primeira noite.
“Eu estava no Bar da Malu com a minha irmã, Luana. Entraram vários rapazes juntos e eu pensei que eram estudantes de medicina. Na verdade, eram policiais federais. E eu lembro como se fosse hoje da roupa que o Nelson estava usando. Era uma blusa de linho preta, com uma listra branca e vermelha no peito.”
Foi então que veio a frase que mudaria sua história. “Eu falei para a minha irmã: ‘Olha que japonês lindo’. E ela respondeu: ‘Tu acha?’. E eu disse: ‘Acho lindo’.”
A partir dali, Lina decidiu agir. “Eu comecei a dançar ali perto dele. Eu até brinco que estava fazendo a dança para atraí-lo.”

Lina e Nelson se conheceram em um bar e tudo mudou. — Foto: Reprodução
Mas Nelson era mais reservado. Segundo Lina, inclusive, um colega dele fazia a ponte entre ambos; a apresentação oficial aconteceu, mas a história não terminou naquela noite. “Quando fui embora, ele veio atrás de mim. Acompanhou meu carro por um trecho do caminho.”
No dia seguinte, a surpresa continuou. “Eu cheguei ao trabalho contando para a minha chefe. Fui ao banheiro e, quando saí, ela bateu na porta dizendo: ‘Lina, o telefone. Eu acho que é o japonês’.”
Nelson já havia descoberto onde ela trabalhava e a chamou para almoçar no mesmo dia. Quando o expediente terminou, ele já a esperava.
As flores roubadas
“Quando eu saí do trabalho, ele estava encostado na porta do meu carro com um buquê de flores”, enfatiza, acrescentando, no entanto, que aquelas não eram flores comuns. “Flores roubadas”, conta Lina, entre risos. “Foram muitos buquês de flores roubadas. Toda vez que ele ia me ver, levava um buquêzinho. Via flores pelo caminho, roubava e montava para me entregar.”
O gesto virou marca registrada do relacionamento.
“Ele me recebeu na pista do aeroporto com flores quando voltei de uma viagem. Sempre tinha flores”. A intensidade do namoro fez Nelson falar em casamento muito cedo. “Ele queria casar, queria casar, queria casar. E eu dizia: ‘Eu nem conheço você’.”
Sem redes sociais para investigar o pretendente, Lina buscou conselhos.”Naquela época não tinha Facebook, Instagram, essas coisas. Fui conversar com pessoas próximas para saber quem era aquele rapaz.”
Mas o destino parecia decidido. “Ele pediu a minha mão em casamento.”
Pouco tempo depois, passaram a morar juntos. O casamento veio apenas oito meses depois. “Nos casamos aqui em Rio Branco, no civil, e depois no religioso, em Minas Gerais. E estamos juntos até hoje.”

Sofia é filha de Lina e Nelson. — Foto: Reprodução
Os pais de Satiko
Lina e Nelson tiveram, pouco tempo depois, um fruto: Sofia Satiko, que hoje tem 19 anos e é universitária. Muito embora hoje a jovem esteja fazendo faculdade fora do Estado, o relacionamento dos três é extremamente harmonioso.
“A Satiko é um tesouro nas nossas vidas. Uma menina que sempre foi educada, sempre foi doce. É um prazer que tenhamos ela como filha”, diz, acrescentando ainda que a moça é carinhosamente chamada de princesa nipônica.
Um japonês bonito, uma mulher de antagonismos e um amor
Se para Lina o amor começou quando viu “aquele japonês lindo” atravessar a porta do bar, para Nelson a paixão foi construída nos detalhes.
“Não sei bem o que foi [que fez com que Nelson se apaixonasse por Lina], mas nunca mais nos desgrudamos”, resume. Ao tentar explicar o que o conquistou, ele descreve justamente os contrastes que fazem Lina ser quem é. “Me parece que ela tinha uma união de antagonismos. Forte às vezes e vacilante em outras.Divertida e séria. Arrumada e de short e camiseta. Um furacão que adora ficar na cama assistindo séries.”
E conclui: “Enfim… um universo a ser descoberto.”

As flores fazem parte do relacionamento dos dois desde o início. — Foto: Reprodução
“Você caiu do céu”
Anos depois, com a mesma sintonia que os uniu desde o início, eles seguem escrevendo uma história que parece resumida nos versos da canção: “Você caiu do céu, um anjo lindo que apareceu…”
Talvez seja exatamente assim que os dois se enxerguem até hoje. Ela, que encontrou naquele “japonês lindo” muito mais do que um amor. Ele, que viu em Lina um universo inteiro a ser descoberto.
E se a música diz que o amor chegou como um presente inesperado, a história dos dois mostra que alguns encontros realmente mudam destinos. Afinal, para Lina e Nelson, o que começou com um olhar e algumas flores roubadas acabou se transformando em algo raro: uma vida inteira de amor compartilhado.



