O Acre está entre os estados que vão receber recursos do novo Programa de Aquisição de Alimentos em Unidades de Conservação (PAA UC), iniciativa criada pelo governo federal para fortalecer comunidades tradicionais e garantir mais segurança alimentar para famílias que vivem em áreas protegidas da floresta.
Ao todo, o estado terá acesso a R$ 2,1 milhões para incentivar a produção de alimentos por agricultores familiares, extrativistas e outros povos tradicionais que vivem em unidades de conservação federais.
O programa foi lançado nesta quinta-feira (14) pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A proposta busca ajudar famílias que sofrem com os impactos das mudanças climáticas e dependem diretamente dos recursos naturais para sobreviver.
Além do Acre, os estados do Amazonas, Pará, Bahia e Maranhão também serão atendidos. Juntos, os cinco estados vão dividir R$ 13,1 milhões em investimentos. Segundo o governo federal, cerca de 2 mil famílias agricultoras poderão participar da iniciativa em 42 unidades de conservação espalhadas por 53 municípios brasileiros.
O programa funciona comprando alimentos produzidos pelas próprias comunidades, como frutas, verduras, pescados e outros produtos regionais. Depois, esses alimentos são destinados para escolas públicas, instituições sociais e famílias em situação de vulnerabilidade.
De acordo com o governo, a medida também ajuda a manter as famílias em seus territórios, incentivando práticas sustentáveis e protegendo a floresta. Entre os grupos beneficiados estão agricultores familiares, pescadores artesanais, extrativistas e quebradeiras de coco babaçu.
O novo modelo do PAA voltado às unidades de conservação foi criado após discussões entre órgãos federais iniciadas no ano passado. A iniciativa também pretende fortalecer a economia local e gerar renda para comunidades que vivem em regiões mais isoladas da Amazônia.
