O que é importante para você? Será que você está realmente enxergando as suas prioridades ou pode ser que muita coisa esteja passando despercebida? Bem, há quem diga que o essencial é invisível aos olhos. Nesta terça-feira, dia 10, o patrono simbólico do poder invisível, Plutão, muda sua direção aparente no céu.
Aliás, esse pequeno notável do Sistema Solar tem realmente uma história fantástica. Afinal, devemos chamá-lo de planeta ou de planeta-anão? Do ponto de vista científico, o correto é dizer que Plutão é um planeta-anão. Apesar de ter sido classificado como planeta no ato de sua descoberta, em 1930, as observações mais rigorosas mostram que sua órbita é bastante irregular e, além disso, suas dimensões e massa não justificam sua presença na mesma lista na qual estão a Terra, Júpiter e Saturno, por exemplo.
Bastante distante do Sol, Plutão é bem menor que a Terra e até que a nossa Lua. Isso faz com que ele forme um sistema binário com Caronte, que havia sido inicialmente classificado como seu satélite natural. Na prática, isso significa que ambos – Plutão e Caronte – estão orbitando um ponto de gravidade comum, pois são semelhantes em suas dimensões.
Já na metafísica astrológica, o regente do submundo segue sendo chamado de planeta. Isso se dá pelo fato de a astrologia seguir utilizando o referencial geocêntrico para os seus cálculos, que classifica como planeta tudo o que se desloca no céu em relação ao fundo de estrelas e constelações. Na mitologia, o mito de Hades – o deus grego análogo ao romano Plutão – guarda várias semelhanças com a sua trajetória histórica.

Imagem: Reprodução da internet
Plutão era filho de Reia e de Saturno, assim como Júpiter e Netuno. Quando o seu irmão, deus dos deuses, assumiu o reinado no Monte Olimpo, deu a Plutão o reinado do submundo. De lá, o soberano do mundo das sombras e dos mortos só saiu uma vez. E foi para raptar Perséfone e, depois, torná-la sua esposa. Poderoso, mas também bastante fechado e introspectivo, ele usava uma máscara que o tornava invisível.
Neste mesmo dia da mudança de direção aparente daquele que mal podemos ver, a Lua Minguante ingressa no minimalista signo de Virgem. E tudo isso já em contagem regressiva para o Eclipse Solar Anular que acontece ainda esta semana. Assim, o céu pede mais discrição e também mais profundidade.
